Caixa: dirigentes cobram melhorias para tesoureiros

As precárias condições em que estão trabalhando os tesoureiros na Caixa Econômica Federal voltaram a ser debatidas na primeira rodada de negociação específica após o encerramento da Campanha 2012. A reunião entre Comissão de Empresa dos Empregados (CEE) e a direção do banco foi realizada na quinta 8, em Brasília.

No encontro, os dirigentes sindicais cobraram medidas eficazes para solucionar o problema da sobrecarga de trabalho a que estão submetidos os tesoureiros em praticamente todas as agências do banco público. Ficou definido, entre outros pontos, que a Caixa apresentará até 31 março de 2013 um plano de ação para resolução definitiva dos problemas apontados sobre saúde, segurança e condições de trabalho desse segmento.

Ainda com relação aos tesoureiros, os bancários cobraram posição sobre a formação de banco de habilitados para o exercício da função e a implementação de cursos de formação. Os administradores da Caixa informaram que 5.312 empregados estão aptos a assumir esse cargo e que um Grupo de Trabalho se reuniu em outubro para formular proposta de curso de formação. A intenção da empresa é iniciar, em fevereiro de 2013, cursos de reciclagem para os atuais tesoureiros e para formação de novos empregados para a função.

Os representantes da empresa informaram também que a linha de sucessão dos tesoureiros já foi regulamentada pela RH 183.

Promoção por mérito – Os representantes dos empregados apontaram problemas no conteúdo da cartilha de divulgação da promoção por mérito. Segundo eles, o material apresenta pontos que não foram acordados durante as negociações, como uso da concessão de bolsa graduação e pós graduação e o PSI para requisitos das promoções. Os representantes prometeram verificar o conteúdo da última versão da cartilha. Foi cobrada também a regulamentação da conquista das seis horas por mês dentro da jornada para realização de capacitação pela Universidade Caixa.

Dias de greve – A CEE cobrou a devolução do dinheiro descontado indevidamente dos empregados que permaneceram em greve no dia 28 de setembro. A empresa descontou esse dia e mais o descanso (sábado e domingo), alegando falta não justificada. Para os representantes dos trabalhadores o dia 28 de setembro deve ser compensado como os demais de greve. A Caixa disse que não vai alterar seu posicionamento. Os empregados de São Paulo, Osasco e região encerraram a greve em 27 de setembro e, portanto, não foram atingidos pela medida do banco.

CIPA – Os trabalhadores questionaram o número de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes eleitas e nomeadas. Os representantes da empresa informaram que são 1.902 cipeiros eleitos e 690 indicados pela Caixa porque não houve candidatos inscritos. Foram debatidos também os cursos de formação dos membros das Cipas. Os representantes dos trabalhadores reivindicaram que o conteúdo dos cursos a distância para os membros das comissões sejam discutidos com os sindicatos. A Caixa disse que vai avaliar a reivindicação. O tema também será debatido na próxima reunião do GT Saúde.

GT Saúde Caixa e GT Saúde do Trabalhador- Os dirigentes sindicais propuseram reunião dos dois grupos de trabalho para os dias 6 e 7 de dezembro deste ano. A sugestão foi acatada pelos representantes da Caixa.

Contratação – Segundo os representantes da Caixa, o número de empregados da empresa até 6 de novembro era 90.960, faltando 1.040 novas contratações para cumprir o acordo feito com os trabalhadores de 92 mil empregados até dezembro de 2012.

Raio-X das agências – Na negociação foi entregue aos representantes da Caixa levantamento feito pelo Sindicato e pela Apcef/SP em 147 agências vinculadas as superintendências regionais da capital e do interior são elas Bauru, Ipiranga, Sorocaba e Ribeirão Preto.

Segundo o relatório, a situação é desoladora, mesmo nas unidades recém-inauguradas. Detectou-se falta de empregados e deficiências nas instalações das agências que comprometem a saúde dos empregados. Outro problema que chamou a atenção foi a segurança. Em metade das agências visitadas, os tesoureiros têm de circular entre os clientes com os malotes.

A CEE cobrou medidas urgentes da empresa para resolver os problemas verificados na retaguarda, especialmente em relação a segurança. Foi reivindicada a instalação de corredores de abastecimentos dos terminais e caixas para evitar a exposição dos tesoureiros.

O entendimento dos representantes da Caixa é que essa proteção deveria ser garantida somente no acesso aos terminais e que apenas 22 agências não possuem a estrutura necessária. Os gestores da empresa disseram ainda que irão analisar as denúncias.

Fonte: Seeb SP e Fenae.

 

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