Bancos continuam descumprindo lei para contratação e acessibilidade de deficientes físicos

Há mais de 20 anos, uma das primeiras leis de cotas, aquela que defende que 5% de todas as contratações das empresas com mais de mil empregados devem ser reservadas a pessoas com deficiência, começou a vigorar no Brasil.

Nesta última segunda, 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, o que se vê é que a Lei segue sendo descumprida no Brasil. Neste panorama, incluem-se os bancos, que nada mais são que concessões públicas que lucram bilhões e pouco investem na inclusão de deficientes.

Se apenas se fala de contratações, o problema é ainda mais gritante com relação à acessibilidade. Basta percorrer as agências bancários de uma cidade ou qualquer outro estabelecimento e perceber que rampas para cadeirantes, elevadores amplos e outros dispositivos praticamente inexistem.

Os bancários seguem exigindo que os bancos se esforcem não só pela contratação dos funcionários, mas também para formá-los e capacitá-los para profissionalmente. A categoria também defende a preparação de gestores para o atendimento desta parte da população, como a instalação de todos os equipamentos necessários para bem recebê-los.

Bancos descumprem Lei das Cotas – Em levantamento realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo em 2010, ficou claro que os bancos públicos, aqueles que deveriam dar exemplo, são os que mais pecam no respeito da Lei. Enquanto na Caixa somente 0,54% dos trabalhadores são portadores de deficiência, no Banco do Brasil este número chega a 0,81%. Logo depois vem o Bradesco, com 1,78%, Itaú, com 3,81% e Santander com 4,74%. Entre as 243 pessoas pesquisadas, 36% nunca foi promovida. Destas, 70% tinha graduação completa ou pós.

Somente 25% das vagas estão ocupadas – Conforme o censo do IBGE de 2010, o Brasil possui 45 milhões de pessoas com deficiência. Cerca de 27 milhões tem idade para trabalhar com carteira assinada, entretanto somente 306.013 estavam no mercado formal naquele ano. No caso da Lei de Cotas apenas 1 a cada 4 vagas reservadas por lei está ocupada.

Fonte: Folha de São Paulo, Sindicato dos Bancários de São Paulo e Catho Empregos

 

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