Itaú Unibanco anuncia lucro de R$ 13 bi, mas segue precarizando o trabalho

O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, divulgou terça-feira, dia 5 de fevereiro, um lucro líquido de R$ 13,59 bilhões em 2012, valor 7% menor do que os R$ 14,62 bilhões registrados no ano anterior. O lucro líquido recorrente no ano passado foi de R$ 14 bilhões. Apenas no quarto trimestre, a cifra chegou a R$ 3,502 bilhões, queda de 6,5% na comparação com o mesmo período em 2011.

Mesmo com esses bilhões em lucros, o diretor do SindBancários (POA) Eduardo Munhoz observa que o banco deixa a responsabilidade social de lado, pois demite sem critérios, assedia e impõe metas absurdas que resultam em afastamentos do trabalho. “É um circulo vicioso que vai atingindo e adoecendo nossos colegas. Aqueles que ficam nas agências sofrem as consequências desta situação precária proporcionada pelo banco. As demissões, sem motivação, também estão refletindo no atendimento aos clientes e a população. Sem funcionários, os bancários seguem sofrendo, sem tempo de ir ao banheiro, fazer intervalo para almoço e ter direito ao pleno gozo de suas férias”, acrescenta o dirigente, que é empregado do Itaú Unibanco.

Neste momento da divulgação do lucro, observa o dirigente, o banco deve valorizar quem contribuiu para esses resultados, reconhecer cada um e cada uma e pagar uma PLR (Participação nos Lucros e Resultados) justa ao trabalho de todos. Os bancários aguardam a divulgação de quando o banco pagará a PLR, desta vez isenta de imposto de renda para valores de até 6 mil reais.

Outros númerosDe acordo com o banco, contribuíram para o resultado de 2012 a queda de 5,1% no resultado da intermediação financeira (antes dos créditos de liquidação duvidosa), o crescimento de 6,6% nas receitas de prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias, e de 10,2% no resultado de operações de seguros, previdência e capitalização, em relação a 2011, adicionadas ao controle das despesas de pessoal, outras despesas administrativas e operacionais.

O patrimônio líquido do banco somou R$ 74,2 bilhões no ano passado, 4% acima dos R$ 71,3 bilhões vistos em 2011.

Carteira de crédito – A carteira de crédito total da instituição fechou 2012 com R$ 426,595 bilhões, incremento de 7,5% em 12 frente 2011. Os melhores desempenhos foram dos empréstimos para grandes empresas e para o financiamento de imóveis; a carteira de veículos registrou recuo na base anual.

O segmento pessoas físicas foi responsável por R$ 149,809 bilhões da carteira de crédito total do banco no último ano, mostrando ligeiro avanço de 0,7% frente aos R$ 148,723 bilhões registrados um ano antes.

Inadimplência e provisões – A inadimplência para débitos com atraso acima de 90 dias ficou em 4,8% no final do ano passado, abaixo dos 4,9% vistos em igual período de 2011 e dos 5,1% registrados no final do terceiro trimestre de 2012.

O aumento das despesas com provisão para devedores duvidosos teve um peso importante para a redução do resultado do banco. Esse gasto somou R$ 24 bilhões em 2012, 20,7% maior do que os R$ 19,9 bilhões gastos em 2011.

Fonte: SindBancários.

 

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