Banco Central poderá tomar novas medidas para conter inflação e uma delas é a alta dos juros

 

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, informou, dias atrás, que o governo poderá adotar novas ações para conter a inflação. "Ações foram tomadas, mas é plausível afirmar que outras poderão ser necessárias. Para decidir sobre isso, o Banco Central irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico", declarou.

Segundo Tombini, há preocupação por parte do BC quanto ao nível de resistência da taxa de inflação registrada nos últimos meses. "O foco da política monetária tem sido, e continuará a ser, exclusivamente, a manutenção da estabilidade de preços na economia brasileira", disse. "A sociedade brasileira sabe que taxas de inflação elevadas geram distorções na economia", acrescentou.

O presidente do BC, que discursou durante evento promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil, citou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no dia 14. "A maior dispersão recentemente observada de aumento de preços ao consumidor, pressões sazonais e pressões localizadas, entre outros fatores, contribuem para este quadro de maior resistência na inflação".

O Banco Central, de acordo com ele, tem atuado com cautela e dispensado atenção às mensagens que transmite. Ele comentou a mudança feita na projeção da taxa básica de juros, a Selic, para o final de 2013. Depois de 16 semanas seguidas com a expectativa de manutenção em 7,25% ao ano, o Banco Central decidiu, no dia 11 deste mês, alterar a estimativa para 8% ao ano.

Taxa deve subir a partir de maio

É o que indica pesquisa realizada pela Febraban, devendo chegar a 8,25% ao ano ou 8,5% ao ano

A taxa básica de juros, a Selic, não deve subir antes de maio, na avaliação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Mas a previsão é que encerre o ano 1 ponto percentual acima do atual patamar e se eleve ainda mais em 2014, de acordo com expectativa da Febraban. Atualmente, a taxa Selic está em 7,25% ao ano.
Essas estimativas fazem parte das conclusões da Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, que ouviu 30 analistas do mercado financeiro entre os dias 14 e 19 de março.
De acordo com o levantamento, a mediana das previsões para a Selic é 8,25% ao ano em dezembro de 2013 e 8,50% ao ano em dezembro de 2014, ante os 7,25% e 8,25%, respectivamente, verificados na pesquisa anterior (de janeiro de 2013).
Poucos esperam alteração na taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorrerá em abril. Para 89% dos consultados na pesquisa, a Selic vai permanecer em 7,25% ao ano, em 2014. "A maioria espera um aumento na taxa a partir de maio, mas há grande dispersão no tamanho e na duração do ajuste", diz a Febraban.
A pesquisa também aponta expectativa de redução da taxa de inadimplência – 5,5% em 2013 e 5% em 2014 – ante os 5,8% efetivamente registrados em 2012. "O movimento deve contribuir de maneira mais efetiva para a recuperação do crédito", diz a Febraban.
Conforme a pesquisa, o crédito continuará a crescer, com previsão de aumento anual de 15,6% em 2013, e de 15,7% em 2014. Esse patamar está próximo ao observado em 2012 (16,2%).

Fonte: Agência Brasil
 

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