Deliberação da assembleia do dia 18: Banrisulenses decidem parar por 2H na quinta

Uma assembleia lotada, na manhã do sábado, dia 18/5, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre, decidiu combater a intransigência e as ameaças da diretoria do Banrisul com mais uma paralisação. Na próxima quinta-feira, 23/5, a Assembleia Nacional dos Banrisulenses definiu por ampla maioria parar toda a rede em todo o Brasil por duas horas a partir do início do expediente. Outra definição foi reunir o Comando Nacional para avaliar a continuidade da luta. A aposta é na negociação para solucionar o impasse e a manutenção de uma estratégia de luta.

Participaram da Assembleia representantes de todo o país. Delegações do Paraná, Santa Catarina e São Paulo estiveram presentes nos debates da manhã do sábado. O clima, na Assembleia Nacional, foi de indignação. Os banrisulenses mostraram que estão mobilizados para reagir com luta e unidade à intransigência da diretoria, que se nega a negociar mudanças no Plano de Carreira.

O presidente do SindBancários, Mauro Salles, avaliou como positiva a participação e o entendimento a respeito do Plano de Carreira. “Ficou claro que os funcionários do Banrisul em todo o Brasil estão bem informados sobre o Plano de Carreira, apesar da complexidade do tema. Não resta dúvida de que a diretoria do banco conseguiu uma unanimidade: desagradar todo mundo com uma proposta de Plano de Carreira que é pior do que o que temos hoje”, analisou Mauro.

O presidente elencou quatro pontos que os técnicos e o Departamento Jurídico do SindBancários e da Fetrafi-RS entendem como prejudiciais aos banrisulenses. A proposta da direção de impor regras de mérito, enquadramento e progressão traz prejuízos aos funcionários na comparação com as regras atuais. O presidente acrescentou que o SindBancários irá lutar, como é tradição, pelo direito à manifestação dos banrisulenses.
“A diretoria está jogando um jogo perigoso. Eles botaram um bode na sala ao juntar ao Plano de Carreira um Plano de Funções e criar cargos na DG. A diretoria não aceita negociar e agora começa a ameaçar aqueles que por livre e espontânea vontade desejam participar de atos que defendam seus direitos. A direção está tentado impedir que os banrisulenses participem de manifestações para pedir diálogo”, analisou Mauro.

Fonte: SindBancários

 

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