CUT/RS investe em dirigentes recém-ingressos nos sindicatos



 
 
 

 

“Formar dirigentes sindicais é necessário, mas não é suficiente. A CUT possui muitos diretores e o desafio da formação é transformá-los em lideranças. A liderança, onde estiver, carrega consigo a causa da emancipação da classe trabalhadora e não mede esforços para que essa causa seja concretizada. O sindicato é uma ferramenta a serviço dessa causa máxima. A liderança entende a sua tarefa como um grandioso serviço a ser prestado para classe trabalhadora e para a sociedade.”

 


Foi com essas palavras que o presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo, abriu o Encontro de Encerramento e Certificação da Formação, realizado no sábado (14), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo.
A CUT/RS, desde meados de 2013, deflagrou um trabalho de revitalização de suas regionais, com um processo que combina organização, mobilização e formação. Através de um plano básico de formação, 6 regionais da CUT abraçaram a ideia de formar lideranças de base. 
 
O resultado foi surpreendente, mais de 150 dirigentes que recém ingressaram nos sindicatos se envolveram com a formação. O encontro realizado nesse sábado foi um momento de reflexão sobre o papel da formação CUTista e de entrega dos certificados que, nas palavras de uma das participantes, “nada mais é que o símbolo de um compromisso com a construção do projeto sindical CUTista”.
 
A secretária de formação da CUT/RS, Mara Feltes, destacou duas questões que aconteceram nesse ano. A primeira foi o envolvimento da direção da CUT no processo formativo. Como exemplo citou a presença da executiva da CUT RS e de várias Federações, no encontro.   A segunda é que a formação atingiu aqueles dirigentes de base, muitos dos quais estão participando pela primeira vez da formação.  “É bom ter tanta gente nova e de base e perceber que a formação não é uma tarefa isolada de uma determinada secretaria”, revelou.
 
Para o secretário nacional de Formação da Central, Celestino Lourenço, a formação da CUT passa por um processo de efervescência, resultado da conjuntura de mobilizações e de mudanças no país. “O Rio Grande do Sul encontra-se em sintonia com o que acontece em outras localidades. O desafio é gigantesco, a nossa meta é atingir 30 mil novos dirigentes sindicais, com uma formação que contribua para que os novos dirigentes possuam discernimento histórico e levem adiante as transformações que o Brasil precisa”.
Rogério Barbosa, escalado para representar a turma da Regional Planalto destacou que um passo importante foi dado, mas a formação precisa atingir cada vez mais as mulheres e a juventude. Luiz Armando Vaz, da turma da Regional Metropolitana, foi enfático: “se não democratizarmos os meios de comunicação as mudanças mais substantivas não acontecerão”. Gerson Farias, representando a turma do Litoral, ressaltou o papel agregador que a formação teve para o seu sindicato (vigilante), recentemente filiado a CUT.
 
O representante da turma do Vale dos Sinos, José Luis, observou que a formação ajuda a juntar os fatos, a interpretar a realidade e a estimular a luta.
Foi assim que o encontro se encerrou com um longo e caloroso aplauso aos novos dirigentes sindicais que receberam os certificados emitidos pela Escola Sul da CUT.
No dia anterior ao Encontro de Encerramento e Certificação da Formação da CUT/RS (13), os metalúrgicos realizaram o último módulo de formação e os participantes da Turma Nelson Mandela, 25 dirigentes receberam o certificado de conclusão do curso.
 
O Programa de Formação Política e Sindical da Federação dos Metalúrgicos do RS existe desde 2008 e estrutura-se em dois módulos, com carga horária de 240 horas. Ao longo desses anos, a formação dos metalúrgicos do RS já atingiu 180 dirigentes sindicais.
Para o presidente da Federação, Jairo Carneiro, “o essencial da formação é quando ela ajuda muda a vida das pessoas. Não basta mudar o discurso e compreensão das coisas. O mais importante é quando a formação incide na transformação da nossa visão de mundo e nos leva a adotar posturas mais democráticas, solidárias, menos discriminatória, menos machista, etc. Quando isso ocorre, o resto vem por acréscimo, afirmou o dirigente.
fonte:CUT/RS
 

 

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