Bancário do BB é sequestrado e familiares viram reféns em Marabá

Mais um bancário foi vítima da insegurança no Pará. Desde a noite de segunda-feira (16), bandidos invadiram a residência de um funcionário do Banco do Brasil e mantiveram ele e a família reféns até a manhã desta terça (17), em Marabá, sudeste do Pará.

Por volta das 8h de hoje, parte do bando seguiu com o bancário para a agência Itacaiúnas do BB, enquanto a outra parte da quadrilha continuou dentro da casa dele com a esposa e os filhos do bancário.

Porém, o assalto foi frustrado, porque a unidade abriu mais cedo. Em dias de jogos da seleção brasileira, as agências bancárias abrem das 8h30 às 12h30, exceto onde é decretado feriado municipal. Mesmo assim, a família da vítima foi levada como refém para outro município e só foi libertada próximo a Itupiranga, na mesma região.

Essa foi a 10ª tentativa de assalto a banco registrada só este ano no estado. "Em contrapartida já tivemos 15 ocorrências consumadas. Esses números representam o dobro das ocorrências registradas ano passado. Isso prova que, ano após ano, a criminalidade e a insegurança aumentam no Pará", afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim.

"É urgente a necessidade de que os bancos invistam na segurança de seus clientes e usuários. Porém, mais necessário ainda é que a segurança pública ocorra efetivamente, afinal o maior número de assaltos a bancos tem ocorrido fora das agências bancárias", salienta a dirigente sindical.

Segundo as estatísticas da entidade, é na região sudeste onde ocorreu a maior parte dos crimes registrados até agora. "A categoria que trabalha nessa região se sente como se estivesse em um barril de pólvora. Ser bancário hoje em dia no interior do estado é profissão de risco e infelizmente o que era sonho acaba virando pesadelo", destaca a diretora do Sindicato, Heidiany Moreno.

O Sindicato soube do sequestro do bancário quando ele e a família ainda estavam nas mãos dos criminosos, e foi imediatamente até a agência onde a vítima trabalha.

Agora, a entidade acompanha o bancário em um atendimento psicológico oferecido pelo BB e aguarda a chegada da família dele que também vai ser atendida por um profissional da área da saúde.

Fonte: Contraf-CUTcom Seeb Pará
 

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