Lucro dos três grandes bancos privados sobe 26,9% até setembro

Até agora, o baixo crescimento da economia nem de longe abalou os números dos três maiores bancos privados do país. Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander lucraram R$ 27,4 bilhões nos primeiros nove meses do ano, 26,9% mais que em igual período de 2013. No terceiro trimestre, a soma dos resultados alcançou R$ 9,8 bilhões, 29,9% maior que o do mesmo trimestre do ano passado.

Os três bancos driblaram o período adverso com uma série de estratégias, que vão do controle de riscos mais rígido ao reajuste das taxas de juros. Reforçada por um período de alta da Selic, a intermediação financeira se tornou mais lucrativa. O resultado da atividade – já descontadas as perdas com inadimplência – somou R$ 70,1 bilhões nos primeiros nove meses do ano. A cifra representou uma expansão de 15,9% ante o período de janeiro a setembro do ano passado.

Até os ganhos com tesouraria se tornaram mais relevantes, contribuindo para os resultados na intermediação. O Itaú Unibanco, por exemplo, teve uma margem com o mercado de R$ 2,6 bilhões no acumulado do ano, mais que o dobro do valor registrado um ano atrás.

Também colaborou para o ganho financeiro uma concorrência menos acirrada com as principais instituições públicas – Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Depois de iniciarem em 2012 uma cruzada pelo corte dos juros nas operações de crédito, até os bancos controlados pelo governo reajustaram suas taxas neste ano. Com isso, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander também se sentiram mais livres para promover remarcações. E um impulso extra para os balanços veio da menor expansão das despesas administrativas.

No crédito – a linha do balanço mais afetada pela desaceleração econômica -, os bancos precisaram rever para baixo suas projeções de crescimento em 2014. Mesmo assim, o trio teve um desempenho que superou a média dos bancos privados. Somada, as carteiras de Itaú, Bradesco e Santander fecharam setembro com quase R$ 1 trilhão, alta de 8,5% em 12 meses e de 3% em relação a junho.

Fonte: Valor Econômico
 

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