Miriam Belchior é confirmada na presidência da Caixa e assume no dia 23

O Palácio do Planalto confirmou na noite desta terça-feira (10) que Miriam Belchior vai assumir a presidência da Caixa Econômica Federal. A posse, de acordo com a nota emitida, vai ocorrer no dia 23 de fevereiro. 

O texto diz ainda que a presidenta Dilma Rousseff "agradeceu a dedicação, a competência e a lealdade de [Jorge] Hereda, que permanecerá na instituição até a conclusão de uma transição e a formação da nova equipe". Ele esteve à frente da empresa por quatro anos.

Segundo o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, o movimento sindical e associativo dos empregados da Caixa está em alerta. "A ex-ministra assume o cargo em um momento de tensão, pois muito se fala sobre uma suposta proposta de abrir o capital do banco. Já solicitamos até audiência com o governo no sentido de buscar esclarecimentos. A Caixa é do povo e deve permanecer 100% pública. Vamos nos mobilizar em todo o país para barrar qualquer iniciativa que vá contra isso", destaca.

Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, e diretora de Administração e Finanças da Fenae, detalha: "justamente na semana da posse da Miriam Belchior, vamos promover um ato na Câmara dos Deputados, no dia 25; levar nossa causa para a Marcha dos Trabalhadores, no dia 26; e realizar o Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública, no dia 27. Esperamos que ela não entre para a história por tentar privatizar a empresa".

Para o vice-presidente da Fenae, Clotário Cardoso, abrir espaço para a iniciativa privada é colocar em risco os avanços sociais da última década. "A Caixa é parceira do Estado brasileiro na execução de políticas públicas muito importantes que, entre outros avanços, tiraram milhões de brasileiros da miséria e realizaram o sonho da casa própria. O setor privado privilegia o lucro, não tem e nunca terá esse papel social", observa.

Moacir Carneiro, diretor de Cultura da Fenae, acrescenta que a mobilização dos mais de 100 mil empregados será fundamental para que a Caixa continue 100% pública. "Além disso, é indispensável o engajamento da sociedade", diz. 

A diretora de Comunicação e Imprensa da Fenae, Natascha Brayner, acrescenta: "independente de quem esteja na presidência do banco, os empregados, as entidades e a sociedade vão lutar contra o fatiamento da Caixa".

 

Fonte: Contraf-CUT com Fenae

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