Bancários terão desafios importantes em 2015, avaliam participantes do Conecef

Os trabalhadores do sistema financeiro têm desafios importantes em 2015: continuar avançando nas conquistas da Campanha Nacional, tanto nas reivindicações específicas da Caixa quanto em relação às demandas gerais da categoria. Também lutar para evitar que o Legislativo e o Judiciário aprovem legislação que retire direitos trabalhistas – principalmente contra o projeto da terceirização -, pressionar o governo para que o ajuste fiscal não penalize a classe trabalhadora (como vem acontecendo) e ainda, participar do debate na sociedade para que pautas conservadoras, como a redução da maioridade penal, sejam aprovadas.

A necessidade de fortalecer a unidade, tanto da categoria em nível nacional, quanto das forças que representam a classe trabalhadora, em um momento em que o retrocesso ameaça a todos, também foi ressaltada pelos presentes.

Essa foi a síntese dos pronunciamentos dos dirigentes que participaram da mesa de abertura do 31º Congresso Nacional dos Funcionários da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizada nesta sexta-feira 12 no hotel Holiday Inn, em São Paulo. O encontro termina neste domingo (14) com a aprovação da pauta específica de reivindicações dos bancários da Caixa para a Campanha Nacional 2015.

Depois de lembrar a importância da criação de uma organização nacional da categoria bancária, que completa trinta anos em 2015, que, segundo Roberto von der Osten, presidente da Contraf, significou combate ao peleguismo, democratização da campanha salarial e ampliação da participação dos bancários nos debates da sociedade.

Roberto destacou a forte participação dos movimentos sociais na eleição da presidente Dilma e a surpresa com as medidas anunciadas, contrárias ao projeto que os trabalhadores apoiaram.

"Foi uma decepção terrível, o ajuste fiscal é um equívoco, assim como os cortes no orçamento e as medidas provisórias 664 e 665, que atacam os direitos dos trabalhadores. Além disso, fomos surpreendidos com o anúncio de possibilidade de abertura do capital da Caixa" afirmou o dirigente.

O presidente da Contraf-CUT também elogiou o papel das centrais sindicais no enfrentamento do PL 4330, da terceirização: "As centrais foram aguerridas, vimos deputados refluírem do apoio, intimidados, porque denunciamos quem era a favor e quem era contra os trabalhadores, mostrando para a população que a terceirização significa rasgar a CLT e acabar com o avanço nos direitos". destacou.

Roberto von der Osten também reafirmou a importância de lutar por melhores condições de trabalho na Caixa, manter a mobilização pela Caixa 100% Pública e para que seu lucro corresponda a um novo padrão de relacionamento com seus funcionários, sem assédio moral, com melhores salários e mais qualidade nos ambientes de trabalho.

Para Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, vice-presidenta da Contraf-CUT, que também representou a CUT na abertura do 31º Conecef, a política econômica do governo está completamente equivocada: "As altas taxas de juros sugam a economia e só favorecem rentistas, grandes investidores e grandes bancos como Itaú e Bradesco. É completamente contrária ao projeto que elegemos" afirmou.

"Nossa grande luta na Campanha Nacional 2015 é o combate ao projeto de terceirização apoiado pele CNI, pela Fiesp e pela Fenaban.Temos que continuar na rua, contra a precarização dos direitos, contra a bancada conservadora no Congresso. O Judiciário, o Congresso e mídia estão unidos para nos impor valores contrários aos nossos, que são um País mais justo e igualitário para todos".

Juvandia destacou a grande responsabilidade do movimento sindical bancário no momento: "Denunciar o Congresso, contrapor os meios de comunicação,lutar contra a criminalização das organizações coletivas. Precisamos pressionar para que a presidenta Dilma não vete a fórmula 8595, que mudou o fator previdenciário, que acabou por corrigir uma injustiça, pois penalizava os que começaram a trabalhar mais cedo. Principalmente que ela vete o projeto de terceirização".

Unidade dos trabalhadores será fundamental

O representante da Conlutas, Antenágora Lopes, destacou que o momento é de intensificar a mobilização contra a retirada dos direitos dos trabalhadores e defendeu a realização de uma greve geral para parar o país. Já o dirigente da Feeb SP/MS, Carlos Augusto Silva, o Pipoca, considerou que somente com unidade será possível resistir à atuação das forças conservadoras que buscam retirar as conquistas históricas da classe trabalhadora.

A Federação Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (Fenacef) foi representada por Maria Lucia Cavalcante Dejavite, vice- presidente da Associação Paulista dos Economiários Aposentados (APEA/SP). "Estamos engajados em todas as lutas para preservamos a Caixa que ajudamos a construir", salientou ela.

A representante da Intersindical, Rita Lima, defendeu um pacto de todas as forças do movimento dos empregados da Caixa para formular resoluções que combatam os problemas que afligem os trabalhadores do banco, como o programa Gestão de Desempenho de Pessoa (GDP), o assédio moral e o adoecimento da categoria.

A unidade também foi defendida pelo representante da Fetrafi/RS, Gilmar Aguirre, para quem isto é fundamental para fortalecer a mobilização.

Emanoel Souza, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), também defendeu a realização de uma greve geral para pressionar o Congresso a não aprovar o projeto de lei que regulamenta a terceirização no país.

Fonte: Rede de comunicação dos bancários
 

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