Sartori admite que irá privatizar estatais

Em entrevista publicada pelo jornalista David Coimbra na sexta-feira, 3, o governador do RS, José Ivo Sartori admitiu que irá privatizar empresas públicas para equilibrar as contas do Estado. As declarações foram concedidas nesta quinta-feira (03), via Skype. Além disso, o político adiantou que não haverá contratações, o quê coloca os servidores públicos em alerta. Confira abaixo os principais trechos da matéria.

As notícias não são boas. Sartori não vai nomear ninguém em 2015. "Não posso contratar mais gente, se estou tendo dificuldades para pagar os que já estão trabalhando", disse. E pediu compreensão da sociedade para a contingência. Mas esses mesmos aprovados deverão ser chamados no ano que vem. Sartori lembrou que um concurso vale por dois anos, podendo ser prorrogado para outros dois.

O segundo ponto que mais interessava era um tema que ele abordou durante a campanha e que, me pareceu, passou ao largo, ninguém prestou muita atenção: Sartori havia insinuado ser contra a eleição para diretores de escolas.

Perguntei a respeito, e ele deixou claro que não é exatamente um apreciador dessa instituição, pelo menos não como ela se apresenta hoje. Mas não vai acabar com a eleição para diretores. Vai, apenas, exigir que os diretores tenham curso de gestão escolar, o que já está sendo feito na prática e deve virar lei.

Finalmente, o terceiro ponto que me despertava mais curiosidade era se parte do Estado será ou não vendida.

Não em 2015, mas em 2016 haverá consultas à população possivelmente já nas eleições municipais. Essas privatizações têm de passar por plebiscitos, e Sartori terá de promovê-los, ou contornar a exigência com parcerias e consórcios. Neste ano, ele prefere não tocar nessa área, porque, como o mercado está recessivo, nenhuma venda deveria alcançar bom preço.

O movimento sindical bancário já se prepara para intensificar a defesa do Banrisul público. Nas últimas semanas, diversas informações foram divulgadas pela mídia tradicional, mencionando a possibilidade de privatização de empresas do Grupo Banrisul. "Não vamos permitir a entrega do patrimônio público como ocorreu em outros Governos", destacam os diretores da Fetrafi-RS e funcionários do Banrisul, Carlos Augusto Rocha e Denise Corrêa.

Fonte: Radio Gaúcha com edição da Fetrafi-RS
 

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