Conferência Estadual dos Bancários de Minas debate terceirização

Secretário da Contraf-CUT destacou mobilização contra o PLC 30
Crédito: Seeb BH

A Conferência Estadual dos Bancários de Minas Gerais contou, neste domingo (19), com um painel em que os trabalhadores discutiram a terceirização e os prejuízos trazidos pelo projeto de lei que tramita no Senado sobre o tema. A apresentação foi realizada pelo bancário Carlindo Dias Abelha, que é diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.

O dirigente traçou um panorama geral sobre a terceirização, que teve início no Brasil nos anos de 1960, mas se instalou definitivamente nas empresas a partir da década de 1980. Abelha analisou a forma como hoje já ocorre a terceirização nos bancos e como isso afeta, por exemplo, a filiação sindical e a representação destes trabalhadores.

Diante deste cenário, o bancário explicou as ameaças trazidas pelo Projeto de Lei 4330, hoje tramitando como PLC 30 no Senado. "O projeto da terceirização rasga a CLT. Com a aprovação, trabalhadores terão seus salários rebaixados, menos direitos e benefícios, e passarão a jornadas maiores. Além disso, a terceirização de todas as atividades vai fortalecer práticas como a rotatividade, o assédio moral e a discriminação. Tudo isso em nome do lucro dos empresários", denunciou Abelha.

Segundo o secretário da Contraf-CUT, muitos parlamentares que votam a favor do projeto ainda não estão bem informados e, por isso, é fundamental que os trabalhadores dialoguem com a classe política.

"Não se pode pensar que estaremos apenas ajudando e regulamentando os trabalhadores que hoje já são terceirizados. Na verdade, a aprovação do projeto como está hoje acabará com os direitos de trabalhadores que são contratados diretos", afirmou.

Para lutar contra este ataque aos direitos trabalhistas, Abelha afirmou também que é preciso conscientizar toda a sociedade sobre os riscos trazidos pelo PLC 30. Explicou que, com apoio do senador Paulo Paim (PT), os trabalhadores têm realizado debates nas assembleias legislativas de todo o Brasil sobre o tema. Até agora, já ocorreram seis destas audiências públicas e a primeira foi realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Fonte: Seeb BH
 

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