Lucro líquido do Banrisul cai 5,7% no primeiro semestre

Com despesas maiores relacionadas a provisionamento com operações de crédito — especialmente devido ao número maior de pedidos de recuperação judicial, reflexo do ano ruim da economia — o lucro líquido do Banrisul caiu 5,7% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ficou em R$ 339,9 milhões, informou o banco na manhã desta quarta-feira.

Embora possa ser considerado até normal, levando-se em conta as dificuldades econômicas deste ano, o desempenho foi na contramão do registrado pelas principais instituições financeiras do país. Bancos como Itaú e Bradesco, por exemplo, alcançaram altas expressivas nos lucros no segundo trimestre.

Mesmo com baixa na comparação com 2014, no entanto, o Banrisul pôde comemorar alguns números positivos. A carteira de crédito, por exemplo, registrou aumento de 10,8%, para R$ 31,1 bilhões no período. Destes, R$ 21,4 bilhões são referentes à carteira comercial, que teve alta de 8,3%. Entre os créditos direcionados, o destaque positivo ficou com o segmento imobiliário, que somou R$ 3,6 bilhões, alta de 22,3% em relação ao primeiro semestre de 2014.
O presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga, destacou o a atuação do banco nesse setor, ainda mais em um momento recuo por parte da Caixa Econômica Federal, principal fonte de crédito imobiliário no país.

— Essa demanda por esse crédito tem aumentado muito, e podemos afirmar que estamos muito firmes no mercado imobiliário — avalia Gonzaga.

A área de serviços do banco também teve bons resultados em relação ao ano passado. A subsidiária Banrisul Cartões, por exemplo, registrou resultado positivo de R$ 73,7 milhões, mais de 40% acima do desempenho visto no ano passado. A Vero, rede multibandeira do Banrisul, foi outro destaque. Nos primeiros seis meses do ano, foram registradas 111,4 milhões de transações, aumento de 33,5% em relação a 2014. No total, foram movimentados R$ 9,2 bilhões com essas operações.

Como ponto de preocupação, o presidente da instituição destacou o nível de inadimplência registrado pelo banco, que está em 3,74% no período de 90 dias. Gonzaga afirma, contudo, que isso também é reflexo da retração da economia e do orçamento mais apertado das famílias neste ano.

Fonte: pioneiro.com

 

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