Sindicatos paralisam agências em protesto contra proposta da Fenaban

Mais uma grande greve da categoria bancária está prestes a começar. Sindicatos de todo o País fazem mais um Dia de Luta nesta terça-feira (29), mobilizando os trabalhadores nos locais de trabalho para participação massiva nas assembleias, que irão deliberar sobre a greve a partir do dia 06 de outubro.

Até o momento desta edição, os sindicatos de Santa Maria e Santa Rosa haviam informado paralisações de unidades em suas bases. O Sindicato de Santa Maria realiza um protesto na agência Presidente Vargas do Bradesco. A unidade não terá atendimento ao público hoje, mas os caixas automáticos estão disponíveis aos clientes. Já em Santa Rosa, o Sindicato paralisou o atendimento da agência do Itaú até às 12h.

Na última rodada de negociação, dia 25 de setembro, em São Paulo, os bancos apresentaram proposta para a categoria com reajuste de 5,5% no salário, também na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e um abono de R$ 2.500,00, não incorporado ao salário. O reajuste está muito abaixo da inflação, que ficou em 9,88% (INPC) em agosto deste ano e significa perda real de 4% para os salários e demais verbas.

Assembleias nesta quarta deliberam sobre a greve

No Rio Grande do Sul, os sindicatos promovem assembleias gerais nos dias 30 de setembro e 05 de outubro para deliberar sobre a greve a partir do dia 06. A maioria das entidades realiza suas assembleias às 18h em primeira convocação e às 19h, em segunda convocação. Já em Porto Alegre, o SindBancários reúne a categoria às 18h30, no Auditório do Hotel Embaixador, na Rua Jerônimo Coelho, nº 354, no Centro da Capital.

Principais reivindicações da categoria

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

 

Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS
 

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