Sartori segue roteiro de privatização do governo Britto em reunião com chefão do Santander sobre Banrisul

Representantes do governo José Ivo Sartori costumam repetir que o Banrisul não será privatizado. Mas quando o governador José Ivo Sartori recebe em seu gabinete o presidente do Banco Santander no Brasil, Jesús Zabalza, o presidente do Conselho de Administração do Santander, Sérgio Rial, o superintendente Executivo da Rede Sul do Santander, Paulo Rogério Souza Silva, e o presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Veras Mota, os Banrisulenses sabem que a luz de alerta fica acesa. Também esteve presente o chefe de Gabinete do Governador, João Carlos Mocelli.

Nota no site do governo do Estado refere que a reunião da quarta-feira, 14/10, no Palácio Piratini, teve como tema a trajetória do Banco Santander e os futuros projetos do Banrisul, que tramitam na Assembleia Legislativa, como a Banrisul Cartões e a Banrisul Seguradora. Esses foram assuntos da reunião, assim como “cooperação entre as duas instituições financeiras que possam favorecer o desenvolvimento de ambas”, diz a nota.

Como os Banrisulenses sabem, receber banqueiro na sede de um governo em tempos de disposição para extinguir empresas púbicas é algo um tanto estranho. E quando estamos em GREVE precisamos nos mobilizar contra qualquer ameaça ao patrimônio público. Por isso o SindBancários está organizando um ato em defesa do Banrisul público na terceira semana da nossa GREVE. Lembrando que o Sindicato faz parte da Frente em Defesa do Patrimônio Púbico. Fique atento. Vamos informar data, hora e local.

“Na época do Britto (ex-governador Antônio Britto) começou assim. Conversaram com banqueiro no Palácio Piratini várias vezes. Então, depois de tanta conversa venderam a Companhia União de Seguros Gerais do Banrisul para o Bradesco. O Sartori era deputado estadual na época. Era o líder do Governo na Assembleia Legislativa”, afirmou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, lembrando que o atual presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Veras Mota, era o presidente da Cia União de Seguros à época da venda.

A venda da Cia União de Seguros

O consórcio liderado pela Bradesco Seguros venceu o leilão da Companhia União de Seguros Gerais, do Rio Grande do Sul, com o lance de R$ 50,1 milhões. O ágio foi de 48,88% em novembro de 1997. O preço mínimo para o lote único de 71,4% das ações ordinárias (capital votante) era de R$ 33,64 milhões.

O controle acionário da União Seguros Gerais pertencia ao Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul), com 88,6% do capital votante. O banco vai manter 10% das ações para garantir um assento na diretoria da empresa. Outros 7,14% serão ofertados com deságio aos funcionários da União e do Banrisul.

 

Fnte: SindBancários Porto Alegre
 

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