Ato no Centro de Porto Alegre reforça maior mobilização contra PL 268

A manifestação dos bancários e outras categorias contra o PLP 268, realizada na manhã desta segunda-feira, 04, em frente à agência do Banco do Brasil, na Rua Uruguai, também contou a presença do deputado federal Pepe Vargas, do PT-RS. O projeto, que reduz de 50% para um terço a participação dos trabalhadores nos seus próprios fundos de pensão, tem sido alvo de protestos em todo o país, diante do perigo que representa para o futuro dos fundos de pensão.

"Para barrar a aprovação temos que engrossar o caldo da participação popular em todas as grandes cidades do país”, disse o parlamentar. Conforme Vargas, o PL ainda não entrou em votação na Câmara Federal, pois há projetos tramitando em situação de urgência, que estão trancando a pauta. "Este tempo deve ser aproveitado pelos trabalhadores para pressionar os deputados”, recomendou. ”Ainda não vejo uma forte mobilização popular no Congresso”, avaliou.

Além do SindBancários, o ato contou com a presença de dirigentes da Fetrafi-RS, do Sindicato dos Bancários do Vale do Paranhana, da Anapar, aposentados e de categorias como os eletricitários e telefônicos. "É preciso lembrar que este projeto 268, quer meter a mão nos fundos de pensão, mas é só uma parte de um pacote de maldades antipopulares, como o ataque à Previdência Social que pode elevar para 70 anos para homens e mulheres a idade para aposentadoria”, lembrou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis. "Querem também desvincular o reajuste da categoria do índice do salário mínimo. Para o governo golpista, a Previdência – que agora ficou submetida o Ministério da Fazenda – e os aposentados não são encarados como prioridades, mas sim como gastos”, disse o dirigente sindical.

Na mão dos especuladores

"Quem entregaria a sua aposentadoria na mão de especuladores?”, questionou a diretora de Comunicação do SindBancários, Ana Guimaraens. "Ninguém. É claro. Mas é exatamente isso que os golpistas querem quer aconteça com o nosso dinheiro, dos fundos de pensão. No passado isso já aconteceu e não pode se repetir. Estes recursos são dos trabalhadores e devem gerar benefícios a toda a sociedade, não gerar desemprego e concentração de renda”, concluiu.
Já a diretora da Fetrafi-RS, Maristela Rocha, apontou a contradição: "Eles estão de olho nos recursos dos fundos de pensão, mas não se ouve falar em taxação das grandes fortunas! E mais, em 2002 os fundos de pensão dos trabalhadores chegavam a R$ 3 bilhões. Hoje estão em aproximadamente R$ 700 bilhões. Apesar de problemas localizados, é uma mentira do governo golpista de Michel Temer dizer que os trabalhadores não sabem gerir os seus próprios recursos”, finalizou.

"Temos que evitar mais esta mudança drástica para os trabalhadores na gestão dos fundos de pensão. Com certeza há interesses escusos nesta tramitação urgente da matéria na Câmara. As pessoas ainda não estão cientes da importância destes protestos. Devemos ampliar a mobilização para garantir uma maior pressão sobre os parlamentares. Não podemos aceitar que haja retrocesso, pois a participação dos trabalhadores na gestão dos fundos foi conquistada com muita luta", destaca a diretora da Federação, Cristiana Garbinatto.

"Entregar nossos fundos de pensão ao mercado, como é a intenção deste Projeto de Lei 268, entre outros, é colocar a raposa para tomar conta do galinheiro”, alertou o diretor do SindBancários e da CUT-RS, Ademir Wiederkehr. Ledir José Gamba, conselheiro da Anapar, destacou que a aprovação do Projeto de Lei 268 vai prejudicar diretamente 3,5 milhões de pessoas que participam dos fundos de pensão. "Precisamos fazer um trabalho de base junto a todos os deputados”, reforçou ele, entre outras manifestações de sindicalistas e trabalhadores presentes na manifestação.

Fonte: SindBancários com edição da Fetrafi-RS
Foto: Divulgação
 

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