Frente Gaúcha em Defesa das Estatais retoma protestos

A Frente Gaúcha em Defesa das Estatais, reunida na manhã desta quinta-feira (14), na sede da CUT-RS, em Porto Alegre, decidiu pela retomada imediata das mobilizações para barrar as ameaças de privatizações do governo Sartori (PMDB) e do governo ilegítimo e golpista de Temer (PMDB).

O encontro que contou com a participação de dirigentes da CUT-RS, Fetrafi-RS, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Sindipetro-RS, Sindiágua-RS e Senergisul, e definiu também ampliar o movimento, com a inclusão de entidades sindicais e representativas dos trabalhadores das estatais federais, na mira dos golpistas.

Foi aprovado a realização de um ato no próximo dia 5 de agosto (sexta-feira), às 11h, na Praça da Alfândega, entre os prédios da Caixa Econômica Federal e do Banrisul, onde fica também a administração da Corsan, no centro de Porto Alegre. A manifestação será contra as ameaças de privatizações, oPL 4567/16 que enfraquece a Petrobrás e entrega o Pré-Sal às multinacionais, o PLS 30/2015 que prevê a terceirização sem limites,e o PLP 268/16 que retira direitos dos trabalhadores nos fundos de pensão.

Patrimônio público em risco

Há várias ameaças de entrega do patrimônio público no horizonte. "Aqui no Rio Grande do Sul o governador José Ivo Sartori (PMDB), mesmo depois do aumento linear do ICMS em janeiro, mantém o discurso do caos nas contas públicas e segue parcelando os salários dos servidores estaduais, preparando o terreno para tentar justificar para a sociedade a volta das privatizações”, afirma o secretário de comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr.

"Além da política de desmonte do Estado, há uma nova conjuntura nacional em função do golpe em curso e diversos projetos, que tramitam no Congresso, colocam em risco o patrimônio público”, reforça o representante da CUT Metropolitana de Porto Alegre, Carlos Alberto Pauletto.

Projetos entreguistas retiram direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro

Na terça-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para a votação do PLP 257/16, do governo Temer, que renegocia as dívidas dos estados junto à União. Na contrapartida dos estados, porém, há medidas duras e entreguistas, como o congelamento de salários, o aumento da contribuição previdenciária dos servidores estaduais e a entrega de estatais para abater a dívida, o que é inaceitável.

Na mesma sessão, a Câmara aprovou também a urgência para a votação do PL 4567/16, que já passou pelo Senado. De autoria do golpista José Serra (PSDB), o projeto retira a exclusividade da Petrobras como operadora do pré-sal, entregando essa atividade para multinacionais estrangeiras. Com isso, a Petrobras perde o controle sobre o petróleo, mudando o regime de partilha. Hoje só a Petrobras pode realizar a exploração do pré-sal, ainda que tenha permissão para compor sociedade com outras empresas.

Como se não bastasse, o programa de Temer prevê a privatização de "tudo o que for possível”. No último sábado (9), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que para aumentar as receitas do governo em R$ 55 bilhões "teremos privatizações, concessões, outorgas, securitizações etc. Elas virão de qualquer maneira”. Além disso, o novo presidente da Câmara é agora Rodrigo Maia (DEM-RJ), eleito com todo o apoio dos tucanos.

Ademir, que é também diretor do SindBancários e da Contraf-CUT, alertou que "se hoje já temos esse monte de ameaças, imagina o pacote de maldades que poderá vier se for mesmo consumado o golpe no Senado e depois das eleições municipais em outubro”. Para ele, "os trabalhadores não podem continuar indiferentes, mas precisam reagir e participar das mobilizações das entidades sindicais para defender as empresas públicas e os empregos, bem como construir uma greve geral em defesa dos direitos”.

Fonte: CUT/RS
 

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