Primeira rodada de negociação com o Banco do Brasil acontece no dia 23 de agosto

Confirmada para a próxima semana, dia 23 de agosto (terça-feira), a primeira negociação da Campanha Nacional 2016 com o Banco do Brasil. A reunião será na sede do BB, em Brasília, no período da manhã. A minuta de reivindicações específicas dos funcionários foi entregue no último dia 11, ao presidente do BB, Paulo Cafarelli, em São Paulo. A pauta contempla as propostas aprovadas no 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, que aconteceu entre os dias 17 e 19 de junho, na capital paulista, e reuniu 323 delegados e delegadas (212 homens e 111 mulheres).

Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, explicou que os bancários já avisaram ao BB que este é um ano diferente. “Além das preocupações com remuneração, emprego, igualdade, saúde e condições de trabalho, estamos muito preocupados com a defesa dos direitos gerais dos trabalhadores, com a defesa da democracia e com a defesa dos bancos públicos. A manutenção da mesa única e a garantia das mesas concomitantes são pontos que devem ser continuados”, reafirmou.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, uma nova fase é iniciada com as negociações da mesa específica. “Durante o ano inteiro realizamos programação de calendários, congressos, encontros e assembleias regionais, Congresso Nacional Específico dos funcionários do BB e a Conferência Nacional do Bancários, onde debatemos as reivindicações dos bancários e bancários de todo o país. Sabemos que o banco tem condições de atender às reivindicações e esperamos sair com um bom acordo para os funcionários do BB”, ressaltou.

Principais reivindicações dos funcionários do BB

Remuneração e condições de trabalho
Aumento real de real de salários, com mesmo índice aprovado por toda a categoria bancária (14,78%, sendo 5% de aumento real);
Plano de Carreira e Remuneração (PCR) com aumento nas promoções por mérito e com inclusão de escriturários;
Piso para o PCR de um salário mínimo do Dieese (R$ R$3.940,24 em junho) e o interstício na tabela de antiguidade de 6%, com mérito maior e para todos;
Fim das metas abusivas e do assédio moral;
Respeito à jornada de trabalho e a inclusão dos 15 minutos de descanso para as mulheres dentro da jornada;

Saúde Pública e Suplementar/Cassi – Previdência Pública e Complementar/Previ
Manutenção do princípio de solidariedade na Cassi e a inclusão de funcionários oriundos de bancos incorporados pelo BB para que sejam assistidos pela ESF;
Serviço de prevenção mais completo, com melhorias na eficiência do Exame Periódico de Saúde (EPS) do banco;
Aumento do número de ausências permitidas a todos os funcionários e aos funcionários com deficiência (PCD);
Instalação de mesa de negociação com o banco sobre o Economus (Instituto de Seguridade Social da Nossa Caixa). Os funcionários reivindicam que os participantes sejam os únicos beneficiários e criticam a indicação da diretoria feita apenas pelo BB, e antigamente pela Nossa Caixa;

Banco do Brasil e o Sistema Financeiro Nacional
Resgate social do banco público, com ênfase na defesa da democracia e das empresas públicas, além de sua importância como fomentador de desenvolvimento;
Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal que trata do Sistema Financeiro Nacional.

Fonte: Contraf-CUT

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