Bancários caxienses aguardam a negociação com mais adesão à greve

Os bancários de todo o Brasil seguem mobilizados enquanto aguardam a negociação entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban, prevista para iniciar às 17h, em São Paulo.

Na base do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região a adesão aumentou nestes dois últimos dias, com os funcionários do Banco do Brasil de diversas agências também cruzarem os braçoc. Nesta quarta-feira, 30º dia de paralisação, chegamos a 61 agências, sendo 55 somente em Caxias do Sul. As demais estão localizadas nas cidades de São Marcos, Flores da Cunha, Gramado, Canela, Veranópolis e Farroupilha.

Ao completar 30 dias, a greve supera a marca da campanha de 2004, primeiro ano da mesa de negociações unificadas entre bancos públicos e privados e recorde nesse novo modelo, com 29 dias. A greve mais longa da categoria na história foi em 1951, com 69 dias de paralisação.

“Esperamos que hoje a Fenaban apresente uma proposta que contemple as reivindicações dos bancários, pois, além dos bancários, é a população quem mais está sendo prejudicada pela greve”, observa Nelso Bebber, coordenador da Secretaria de Organização e Política Sindical do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região.

O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, comemorou a força da mobilização, mesmo diante da repressão dos banqueiros. O sindicalista estranha a falta de propostas por parte da Fenaban, que apresentou a última proposta no dia 9 de setembro e vem reapresentando a mesma nas demais reuniões. No último dia 28 de setembro acenou com mais R$ 200 no abono, que inicalmente foi de R$ 3,3 mil. “É de questionar o porquê desse silêncio, pois nenhum setor da economia fica tanto tempo em greve sem atender minimamente o reajuste dos seus trabalhadores pela inflação. Seria até compreensível se fosse um setor com prejuízos. Mas, como os bancos vão explicar isso para os seus clientes e para a população. Seus lucros são recordistas. Porque querem achatar os salários de seus empregados? De onde vem esta orientação? Do FMI? Do ajuste fiscal? De onde?”, indagou.

 

Assessoria de Comunicação Seeb Caxias do Sul e Região com informações da Contraf_CUT

Foto: Marlei Ferreira – Mtb 8542

 

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