Sindicatos intensificam luta contra o desmonte no BB

A resistência dos trabalhadores contra a reestruturação no Banco do Brasil segue nesta terça-feira (29), durante mais um Dia Nacional de Luta contra o fechamento de centenas de agências em todo Brasil e o corte de dezenas de milhares de postos de trabalho. O objetivo das manifestações e paralisações é pressionar a direção da instituição a rever o processo de desmonte do banco público, responsável por auxiliar no fomento à economia popular.

O BB fechará 402 agências em todo o país e transformará outras 379 em postos de atendimento ao longo do próximo ano.

O banco também fechará 28 superintendências regionais de varejo e três de governo de um total de 140. Em comunicado ao mercado, o BB informou que haverá revisão e redimensionamento da estrutura organizacional em todos os níveis: direção geral, superintendências, órgãos regionais e agências.

Aposentadoria forçada

Aos funcionários, o banco oferecerá um plano de incentivos para até 18 mil empregados aposentarem-se antecipadamente. Os servidores que aderirem ao plano receberão 12 salários mais indenização pelo tempo de serviço, que vai de um a três salários. Além disso, o BB ainda ampliará o número de funcionários com jornada de seis horas de trabalho. A expectativa é que seis mil funcionários gradativamente troquem a jornada de oito para a de seis horas. Após essa mudança, somente os cargos gerenciais ficarão com jornada de oito horas.

O BB conta atualmente com 109.159 funcionários.

"O clima nas agências e departamentos atingidos pela reestruturação é de extrema insegurança e preocupação. Por outro lado, estamos determinados a defender empregos e as funções do banco público. Um banco tão rentável quanto o BB, com papel essencial em diversas aéreas da economia, não pode simplesmente sair liquidando agências, gerando desemprego e precarizando o atendimento”, enfatiza a diretora da Fetrafi-RS, Maria Cristina Santos.

Nesta quinta-feira 1º, em Brasília, haverá reunião entre a comissão de empresa dos funcionários e a direção do banco para discutir a reestruturação.

Fonte: Edição e Imagem: Comunicação/Fetrafi-RS

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