Funcionários da Caixa decidem lutar por “nenhum direito a menos” durante Encontro Estadual do Banco

Mais de 100 empregados da Caixa Federal de todos os cantos do Rio Grande do Sul participaram do Encontro Estadual do Banco neste sábado, dia 19, em Porto Alegre. Um recorde. De acordo com o diretor da Contraf-CUT e representante gaúcho na Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Gilmar Aguirre, a presença maciça no Encontro deixou claro que o "bicho pegou”. A expectativa é que a partir desta segunda-feira, dia 21, quem veio ao encontro divulgue aos colegas as informações tratadas e os ataques que a Caixa vem sofrendo pelo Governo Temer. "É um ano de resistência. Se conseguirmos fazer uma resistência forte e conseguir segurar o que a gente tem, já é uma grande vitória neste momento de ataques”, afirma.

O eixo principal do Encontro foi "nenhum direito a menos”, que passa pela integralidade das renovações da CCT e do Acordo Coletivo de Trabalho. A defesa da Caixa 100% Pública também foi pauta. Os empregados que participaram da plenária decidiram repetir as estratégias de 2017. Saúde Caixa e Funcef também foram assuntos discutidos. As resoluções da CGPAR 23, que praticamente extingue os planos de saúde nas estatais, foi bastante discutido no evento. "A Caixa está com muita vontade de implementar essa resolução imediatamente”, alertou Gilmar. Com relação à Funcef, o debate se concentrou sobre a possibilidade de mudança de estatuto da Fundação. Foi consenso que promover mudanças estatutárias na atual conjuntura não é o melhor caminho para solucionar os problemas do fundo de pensão.

O Encontro aprovou duas moções: uma contra a prisão política do ex-presidente Lula e o conjunto de ataques aos bancos públicos; e a outra contra a Caixa Federal pelo descumprimento do banco com relação à ação que proíbe os tesoureiros de abrirem os caixas das agências. Foi relato que esta situação tem acontecido em diversas agências do Estado.

A eleição deste ano também foi discutida entre os participantes. De acordo com Gilmar Aguirre, a continuidade da política que está vigente hoje no país pode representar o enfraquecimento da Caixa e até mesmo a extinção do Banco. "Esta eleição é decisiva para o futuro da Caixa, das estatais e do país como um todo”, conclui.

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