Com reforma trabalhista, RS fecha 6,5 mil empregos com carteira assinada em junho

O Rio Grande do Sul fechou 6,5 mil empregos com carteira assinada no mês de junho, amargando o terceiro mês consecutivo com resultado negativo. O Estado abriu 76.643 postos de trabalho, mas fechou outros 83.164, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho.

No ranking nacional, o RS ficou com o segundo pior resultado entre os Estados, perdendo apenas para o Paraná, que teve saldo de – 6,6 mil.

No Estado, o resultado negativo foi puxado pelo comércio (-2.132), seguido por Agropecuária (-1.857) e indústria de transformação (-1.670).

Apenas os setores de serviços (+ 429) e serviços industriais de utilidade pública (SIUP) (+61) fecharam o mês no azul. No acumulado do ano, o RS registra saldo positivo de 26,3 mil vagas.

“A reforma trabalhista do governo Temer e seus apoiadores não cumpriu a promessa de gerar seis milhões de empregos, mas aumentou o desemprego. Os números do Caged provam que os golpistas mentiram. Além disso, a recessão agravada pelo Temer e a falta de investimentos do governo Sartori travam o crescimento da economia gaúcha, piorando o emprego e a renda dos trabalhadores”, afirma o presidente em exercício da CUT-RS, Marizar Melo.

Brasil corta 661 empregos com carteira assinada

Já o Brasil encerrou o mês de junho com o fechamento de 661 vagas de emprego com carteira assinada, de acordo com o saldo entre contratações e demissões do Caged. Um ano antes, a economia brasileira havia registrado saldo positivo de 16.702 empregos com carteira assinada.

Junho foi o primeiro mês com queda do emprego formal no ano de 2018. Até poucas semanas atrás, o mercado de trabalho ainda criava vagas. Em abril, o País havia criado 121.146 empregos, mas em maio o número já havia caído expressivamente para 33.659 postos.

Observando os dados por regiões, verifica-se que a Região Sul empurrou a geração de empregos para baixo, com o saldo negativo de 17.150 postos de trabalhos.

Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, está cada vez mais claro que a reforma trabalhista, ao contrário do que foi vendido pelos golpistas, foi aprovada para acabar com os direitos da classe trabalhadora.

Segundo ele, além do fim da CLT e da legalização do bico e de formas fraudulentas de contrato de trabalho, a condução da política econômica é um desastre e tem agravado o cenário de desemprego e falta de expectativa da população brasileira. “O que gera emprego é crescimento econômico com distribuição de renda”, afirma Vagner.

Só trabalho precário cresce

Os dados do Caged indicam que o mês de junho terminou com a criação líquida de 2.688 empregos com contrato intermitente e abertura de outras 988 vagas pelo sistema de jornada parcial.

Somados, os dois novos contratos criaram 3.676 empregos no mês passado. Os dois novos contratos foram criados pela reforma trabalhista que vigora desde 11 de novembro do ano passado.

Entre os estados com o maior saldo positivo de contratações intermitentes estão São Paulo (+873), Rio de Janeiro (+286) e Paraná (+229).

Já as contratações de trabalhadores em regime de tempo parcial tiveram saldo positivo de 988 empregos, resultado de 4.525 contratações e 3.537 desligamentos. Os maiores saldos foram registrados no Ceará (+149), Rio de Janeiro (+132) e Paraná (+85).

“A recessão está destruindo as contas públicas e as famílias brasileiras estão sentindo isso no orçamento. O Brasil com Temer é o retrato da falta de esperança e do aumento desalento”, completa o presidente nacional da CUT, se referindo ao aumento de 194,9% no número de pessoas que desistiram de procurar emprego no primeiro trimestre de 2018 em comparação com o mesmo período de 2014.

 

Fonte: CUT-RS com CUT Nacional, Jornal do Comércio e GaúchaZH

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