Com votos de Lasier e Heinze, reforma da Previdência é aprovada em segundo turno no Senado

Dois dos três senadores gaúchos – Lasier Martins (Podemos) e Luís Carlos Heinze (PP) – votaram novamente a favor do texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, a chamada reforma da Previdência do governo Bolsonaro, no início da noite desta terça-feira (22), durante a votação em segundo turno no plenário.

A proposta que estabelece idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) e reduz os cálculos das novas aposentadorias e pensões, dentre outras maldades, foi aprovada por 60 votos a 19, quase repetindo o placar do primeiro turno, que foi 56 votos a 19.

“Eles e os seus partidos traíram o povo gaúcho, uma vez que na campanha eleitoral não disseram que apoiariam uma proposta tão cruel, desumana e perversa, que vai retirar direitos dos trabalhadores e empobrecer aposentados e pensionistas”, afirmou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo. “Além disso, sairão perdendo o Brasil, o Rio Grande do Sul e os municípios”.

“Vamos marcar na paleta esses traidores e denunciá-los junto à população, para que não sejam reeleitos”, avisa.

Paim vota contra e defende trabalhadores e aposentados

Somente o senador Paulo Paim (PT) votou contra a reforma, a exemplo do primeiro turno, comprovando o seu compromisso com a defesa dos direitos da classe trabalhadora no Congresso Nacional.

Ele percorreu o RS e outros estados, ouvindo a sociedade e denunciando os retrocessos da proposta de Bolsonaro, apoiada pelo mercado financeiro e cujas maldades foram escondidas pela mídia comprada.

luta foi incansável. Dei suor e lágrimas. Mas, infelizmente, a tragédia anunciada se confirmou. A reforma da Previdência foi aprovada. O caos só será percebido na hora da aposentadoria. Você, seus filhos, netos e bisnetos pagarão a conta: mais desigualdade, mais pobreza, mais concentração de renda. menos direitos sociais. O exempolo do Chile está aí”, postou Paim no Twitter.

Para Nespolo, “Paim foi outra vez coerente, votou contra a reforma e lutou muito para impedir retrocessos na aposentadoria”.

Segundo o presidente da CUT-RS, “apesar da resistência do movimento sindical, que fez uma greve geral em 14 de junho, a proposta aprovada é muito ruim, mas era ainda pior se for comparada ao texto original enviado por Bolsonaro ao Congresso”.

Além de votar contra, Paim defendeu com emoção um destaque do PT que visa diminuir os prejuízos na aposentadoria de trabalhadores que exercem atividades com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), manobrou e suspendeu a votação, marcando nova sessão para esta quarta-feira (23), às 9h. Também será apreciado um destaque da Rede que trata da idade mínima desses mesmos trabalhadores.

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Fonte: CUT-RS com CUT Brasil e Agência Senado

 

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