Não se cale! Denuncie a violência contra a mulher!

Atividades do Dia da Consciência Negra deram início aos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher

25 de novembro é o Dia internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres. A data é voltada a conscientização e alerta da sociedade diante dos problemas da violência e da importância do registro da denúncia para a elaboração de políticas de prevenção e punição dos agressores.

Os números de violência contra a mulher são cada vez maiores. De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, também conhecida como Disque 180, registrou, em 2016, 71.586 denúncias de crimes contra a mulher.

Em 2017, 73.668 denúncias foram registradas. Já em 2018, o número subiu para 92.663. Para a secretária de Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elaine Cutis, os números de casos de violência podem ser ainda maiores. “Nem todas as mulheres, vítimas da violência denunciam os agressores, por isso, não é possível saber quantas vítimas sofrem caladas”. Para ela, o aumento das ocorrências também se dá pelo discurso conservador e pala falta de recursos necessários à realização de políticas de prevenção e proteção das vítimas. “Por isso, os casos se alastraram no último período. Essa situação faz com que a mulher volte a ficar com medo, ou submissa mesmo sendo agredida”, afirmou.

16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher

Com o mesmo propósito do Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, foi criada a campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”, uma mobilização mundial que acontece anualmente. No Brasil, o movimento se inicia no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, e se encerra no Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro.

Fonte: Contraf-CUT

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