Sindicato presta homenagem às mulheres com a peça Vivita – A Noiva do Sol

Em tempos de guerra contra a cultura em geral nada melhor do que resgatar a história de uma artista que enfrentou as regras sociais do seu tempo por amor à arte para homenagear a luta de todas as mulheres no Dia Internacional da Mulher.

É com o espetáculo Vivita – a Noiva do Sol, que o Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região presta a sua homenagem às mulheres, disponibilizando ingressos para duas apresentações da peça, nos dia 6 e 7 de março, às 20h.

Os ingressos são gratuitos e limitados e podem ser retirados na sede social do sindicato (Rua Borges de Medeiros, 676).

Cada sócio poderá retirar dois ingressos (um para o/a sócio/a e outro para acompanhante). Para não sócios, os ingressos custam R$ 30, 00.

 

Sinopse

O espetáculo traz a vida e a obra da poetisa Vivita Cartier desde a criação de sua persona artística, aos doze anos, até a sua morte por tuberculose aos vinte e cinco, em 1919. Essa moça a frente de seu tempo, encantou pesquisadores ao longo destes 100 anos, despertando também no Grupo Ueba a vontade de trazer à cena a vida de Vivita. O espetáculo coloca luz a sua obra, mas especialmente sua enigmática trajetória da artista, focada nas artes, levando-a ao enfrentamento das regras sociais impostas às mulheres no século passado. Ela que foi responsável pelo ressurgimento dos desfiles de carnaval em Porto Alegre, declamou no Theatro São Pedro aos dezesseis anos, tornou-se patinadora, atividade masculina, e ao radicar-se em Criúva para tratar da sua doença desfrutou da vida campesina tornando-se conhecida como a Noiva do Sol, enquanto costurava folhas secas de volta às árvores, com a metáfora de parar o tempo, o outono, e a morte, assim desfrutando à vida, como era sua vontade.

 

Sobre a Montagem

Vivita não tinha uma vida pacata em uma história linear, e assim também é a montagem proposta por Jonas Piccoli para o espetáculo. O público irá acompanhar a peça em diversos espaços alternativos, sob diversos ângulos, sendo espectador da vida e obra de maneira pulsante e ativa.

Já na recepção a poeta está a declamar, em dialeto italiano, enquanto Jonas Piccoli, o próprio diretor e dramaturgo da peça teatral, aponta a pergunta: Porque Vivita Cartier? Convidando o público a se perguntar o que faz viva a memória da protagonista. Este é o questionamento também do próprio Grupo Ueba, ao decidir levar, da ideia a cena, a vida da moça. E que vai ganhando corpo e respostas com o decorrer da obra.

 

Quem foi Vivita Cartier

Vivita Cartier (1893 – 1919) foi uma poeta nascida em Porto Alegre e que morreu no interior da Serra Gaúcha, em Criúva (hoje distrito de Caxias do Sul), local escolhido devido ao clima para tentar combater a tuberculose que, ao fim, encerrou-lhe prematuramente o existir. A despeito de ter publicado em vida poucos poemas na imprensa serrana e na Capital gaúcha, o vigor de sua obra e o mito florescido em torno de seu nome colaboram para manter viva a sua memória com o passar das décadas, gerando o florescer de um mito, a ponto de a escritora ser patrona de cadeiras em duas academias literárias no Rio Grande do Sul e nominar o prêmio literário anual de Caxias do Sul. Vivita foi uma mulher à frente de seu tempo, inserida ativamente no cenário artístico/cultural que a cercava, oriunda de uma família composta por pessoas igualmente carismáticas e proativas, que faziam a diferença e deixavam marcas no entorno em que transitavam. Teve atuação destacada na recuperação e transformação do Carnaval em Porto Alegre nas primeiras décadas do século XX e dedicou-se com afinco, foco e talento à criação de uma “persona” artística com pretensões literárias definidas. Em Criúva, era conhecida como “A Noiva do Sol”, por trajar sempre vestes brancas, configurando um personagem que atiçava a imaginação dos contemporâneos, ao cavalgar seu cavalo zaino batizado “Bergerac” e costurar de volta aos galhos das árvores as folhas secas caídas no outono, como uma espécie de metáfora do esforço pungente de prolongar a continuidade da vida, essa mesma força vital que via esvair-se de si com o avançar da doença.

 

Ficha Técnica:

Produção Grupo Ueba Produtos Notáveis

Direção e Dramaturgia de Jonas Piccoli

Pesquisa Biográfica: Marcos Fernando Kirst

Atuação: Aline Zilli com participação de Jonas Piccoli, Marcos Fernando Kirst,

Jacqueline Aires, Luiza Pezzi, Cristiano Cardoso, Giulian Longa.

Preparação Corporal: Gislaine Sacchet

Consultoria de figurino: Cristina Lizot

Figurinos: Acervo Ueba e Anilda Costuras

Consultoria em maquiagem e cabelo: Jefferson Hoffmann

 

Serviço:

Vivita – A Noiva do Sol

Quando: dias 06 e 07 de março de 2020

Horário: 20h

Onde: Moinho da Cascata (Rua Henrique Riboldi, 31, Caxias do Sul)

Dois ingressos por sócios/a (sócio/a + acompanhante).

Retirar de segunda a sexta-feira, das 9 às 18h, na sede do sindicato , Rua Borges de Medeiros, 676.

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