Empregados e empregadas do Itaú Unibanco do RS definem propostas para Encontro Nacional

Encontro estadual ocorreu nesta sexta-feira, 10, pelo Zoom

Representantes de empregados e empregadas do Itaú Unibanco do Rio Grande do Sul se reuniram em seu Encontro Estadual nesta sexta-feira, 10 de julho, para debater as pautas que serão levadas ao Encontro Nacional, no próximo dia 14. O evento foi realizado pela plataforma Zoom, na internet, em função do isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus.
Os temas que nortearam o debate foram a garantia do emprego, a preservação da saúde e a remuneração dos empregados e empregadas do Banco. Também foram definidos os seis delegados e delegadas do estado que participarão do Encontro Nacional.

O representante da Fetrafi-RS na COE Itaú, Eduardo Munhoz Baptista (Dudu), abriu o evento com um relato dos últimos acontecimentos do Banco. Ele destacou a criação de um novo cargo de agente de negócios para os atuais caixas de agência. Segundo ele, os caixas acumularão funções, uma vez que trabalharão na área comercial e, sempre que necessário, no atendimento direto aos clientes.

Essa mudança causou preocupação aos participantes do Encontro, que decidiram levar uma proposta de 50% de gratificação aos caixas que assumirem o novo cargo, por conta da sobrecarga de trabalho que deve se seguir à sobreposição de funções.

Entretanto, mais do que garantir remuneração, os empregados e empregadas do Itaú querem garantir o emprego durante e após a pandemia. “É fundamental insistir muito na garantia do emprego. A pandemia fez com que os bancos antecipassem o avanço tecnológico em no mínimo cinco anos, mas a Fenaban já dizia que em cinco anos ia liquidar a figura do caixa. Isso pode levar a uma grande redução do quadro”, alertou o diretor da Fetrafi-RS Arnoni Hanke.

Na discussão sobre saúde, Dudu ressaltou que os sindicatos devem informar seus sócios sobre a necessidade de emissão da CAT para casos testados como positivo para Covid-19. Também destacou que é preciso que os bancários cobrem dos bancos a testagem da categoria para evitar que funcionários assintomáticos transmitam coronavírus aos colegas. Ele lembrou o caso da agência de Alvorada que registrou 10 casos de Covid-19.

Entre as propostas sobre esse ponto, os bancários e bancárias do Itaú Unibanco devem defender a garantia de uma quantidade suficiente de equipamentos de proteção individual (EPIs) para todas as agências e seus trabalhadores, independentemenre de serem empregados do Banco ou terceirizados; regulamentação do home office para responsabilização do Banco pela segurança dos dados; fornecimento de equipamento e mobiliário adequados para realização do trabalho, entre outras medidas.

A conselheira fiscal da Fetrafi-RS, Isis Marques, destacou o quanto o trabalho remoto tem causado, também, o sofrimento psíquico da categoria e que isso deve ser levado como pauta para o Encontro Nacional. “Fico preocupada com a questão ergonômica, inclusive as LER/DORT, que vão aumentar, assim com os problemas de visão, por estarmos direto no computador, sem contar o sofrimento psíquico por estarmos desvinculados do ambiente de trabalho. Para as mulheres, então, se cria um ambiente doentio em casa, por terem que cuidar dos filhos e dar conta do trabalho ao mesmo tempo”, opinou.

Fonte: Fetrafi-RS

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