Sindicato dos Bancários denuncia o desmonte do Banco do Brasil

Integrantes do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região e trabalhadores do Banco do Brasil realizaram, na manhã desta sexta-feira, 29, uma manifestação em frente à agência central do banco do Brasil, em Caxias do Sul. Na ocasião entregaram uma carta aberta à população onde denunciam o desmonte do banco, que está sendo feito de forma unilateral e sem dialogar com os trabalhadores e comunidade.

“No início de janeiro o a direção do banco do Brasil anunciou seu ‘Plano de Reestruturação’, que prevê mudanças em mais de 850 unidades, com fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios. O plano prevê, ainda, a demissão e fechamento de cinco mil postos de trabalho, que vai certamente prejudicar o atendimento à população”, diz Pedro Incerti, coordenador da Secretaria De Saúde, Aposentados E Políticas Sociais do Sindicato dos Bancários.

Incerti lembra que o Banco do Brasil é um instrumento de fomento à economia, abrindo financiamentos à indústria e à agricultura especialmente e, em muitos municípios pequenos, é a única instituição bancária disponível à população. “O Banco do Brasil tem mais de 200 anos e é um importante instrumento de desenvolvimento social e econômico. E hoje, mais do que nunca, seu papel é fundamental para ajudar o país a sair da crise em que se encontra”, reforça o sindicalista.

 

Carta aberta à população sobre o desmonte do Banco do Brasil

 O ano de 2021 começou com o anúncio da direção do Banco do Brasil de um plano de reestruturação que prevê o fechamento de agencias e outras unidades, além de um Plano de Demissões Voluntárias (PDV) que tem por meta dispensar cinco mil trabalhadores do banco, entre outras medidas que prejudicam os funcionários e o atendimento ao público.

A direção do Banco do Brasil quer fazer mudanças em 870 pontos de atendimento por meio do fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios. Serão centenas de agências fechadas, muitas delas em cidades do interior do país que não dispõem de outras instituições bancárias. Outro ponto do plano é a meta de dispensar cinco mil funcionários, agravando ainda mais o atendimento à população.

Lembramos que essas medidas são anunciadas em meio a uma pandemia que cresce a cada dia, na qual o desemprego é uma crueldade que atingirá milhares de bancários e outros trabalhadores que prestam serviços nas agências e outras unidades do banco.

O que está por trás dessas medidas é o desmonte do Banco do Brasil, um banco público que tem um papel histórico no desenvolvimento econômico do país. O Banco do Brasil e seus funcionários atuaram na linha de frente no atendimento à população durante a pandemia, com todas as dificuldades que a falta de estrutura da instituição trouxe para nosso trabalho. A população será prejudicada de diversas formas com essa reestruturação. Uma delas é a redução dos caixas executivos, que vai afetar diretamente o serviço de atendimento ao público.

O Banco do Brasil é um banco público ameaçado por um governo que leva o país a uma situação desesperadora. É parte dos serviços públicos que prestam serviços essenciais à população, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o ensino público e gratuito do nível básico ao superior. É o serviço público que atende à população mais carente e que está ameaçado pelo atual governo.

Os funcionários do Banco do Brasil não vão aceitar essa arbitrariedade da direção do banco. Estão dispostos a iniciar um calendário de lutas que não descarta a greve como ferramenta para barrar esse ataque ao BB. Convocamos a população a protestar contra essa reestruturação do Banco do Brasil, que aumenta o desemprego e piora o atendimento, uma reestruturação que faz parte de um plano maior de desmonte geral do serviço público no Brasil.

 

Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região

 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Bancários / Marlei Ferreira – MTb 8542

Crédito para as fotos: Marlei Ferreira

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