Grito dos Excluídos faz a defesa do SUS, da democracia, da vacina, da comida no prato e do Plebiscito Popular

Foi realizado na tarde de sábado, 25/09, junto à Represa Dal Bó e próximo ao Instituto Federal, no bairro Fátima, em Caxias do Sul, o 27º Grito dos Excluídos. Ao movimento, agregou-se a campanha do Plebiscito Popular, movimento estadual que tem por objetivo divulgar a realização da consulta popular acerca das privatizações de empresas públicas do Rio Grande do Sul, entre elas a Corsan, a Procergs e o Banrisul. A ação foi realizada por integrantes de Movimentos Sociais e de Trabalhadores da cidade e pelo Comitê Caxiense Pelo Plebiscito Popular, com o apoio da Igreja Católica, organizadora do Grito dos Excluídos em todo o país.

A atividade do sábado contou com a participação de trabalhadores, estudantes, representantes de movimentos sociais, UAB, SindiServ, Sindicato dos Metaúrgicos, Sindicato dos Bancários do Caxias do Sul e Região, lideranças comunitárias e os vereadores Denise Pessoa e Lucas Caregnatto, ambos do PT caxiense. Representando o Comitê Estadual pelo Plebiscito Popular estava o vice-presidente da CUT-RS, Everton Gimenis.

O  conteúdo das falas destacam a necessidade de defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); de uma educação ampla, gratuita e de qualidade; da democracia; da vacina; comida e emprego. “Direitos esses que somente poderão se tornar realidade com o ‘Fora Bolsonaro’”, defendeu a vereadora Denise Pessoa.

O vice-presidente da CUT-RS destacou a realização do Plebiscito Popular para a realização de vendas de companhias estatais gaúchas. “A privatização vai gerar o encarecimento das tarifas de água, luz e combustíveis”, disse Everton Gimenis. Ele também lembrou que a realização de consulta popular para venda de estatais foi a única emenda de iniciativa popular que figura na Constituição Estadual e que agora está sendo ignorada pelo governador Eduardo Leite e seus aliados.

O coordenador da Secretaria de Organização e Política Sindical do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região, Nelso Bebber, observa que a venda do patrimônio do RS não resolve problemas financeiros do Estado, mas irá criar dificuldades para o povo gaúcho, que certamente irão pagar mais caro pelos serviços prestados pela Corsan, por exemplo. “O Banrisul é um banco público que dá lucro e ajuda a alavancar a economia do Rio Grande do Sul. Não há motivo para ser vendido. Por isso a população do estado deve ter o direito de decidir”, enfatiza o sindicalista. Ele chama a população para que participe do Plebiscito, que será realizado entre os dias 16 e 24 de outubro de 2021.

Crédito fotos: Marlei Ferreira – Mtb 8542

 

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