Sindicalistas de Espanha e Portugal preparam “primeira greve geral ibérica”

“Será a primeira greve geral ibérica da história”, afirmou na última sexta-feira (19) Fernando Lezcano, secretário de Comunicação da CCOO (Comisiones Obreras), central sindical espanhola, ao anunciar a convocação de uma paralisação para 14 de novembro, a qual também aderem a UGT, da Espanha, e a CGT, de Portugal. Por sua vez, a Comissão Europeia de Sindicatos (CES) convocou para a mesma data uma “jornada de ação e solidariedade” por um contrato social no continente.

“Temos mais desemprego, nossos jovens foram abandonados à própria sorte, temos mais pobreza, se reduzem as parcelas de seguro-desemprego e o auxílio aos mais desfavorecidos, se desmonta a educação e a saúde, e não há nenhuma perspectiva de melhorar a situação econômica”, afirmou Lezcano. A greve visa a pressionar os governos que mudem suas políticas econômicas de austeridade, recomendadas pela União Europeia.

É o que afirma também a CGT, que convocou a greve “contra a exploração e o empobrecimento”, tema do movimento. “Portugal não pode continuar subjugado a um governo que, assumindo a sua natureza de classe ao serviço do grande capital, baseia seu gestão no agravamento dos sacrifícios impostos aos trabalhadores e ao povo, para satisfazer os interesses privados dos grupos econômicos e financeiros.”

A taxa de desemprego na União Europeia está em 10,5%, segundo o escritório de estatísticas Eurostat, taxa correspondente a 25,466 milhões de pessoas sem trabalho, 2,170 milhões a mais em 12 meses. A mais alta é justamente a da Espanha (25,1%), seguida de Grécia (24,4%) e Portugal (15,9%).

 

Fonte: Sul 21/Rede Brasil Atual.

 

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