Santander envia comunicado de que caixas não podem ter metas individuais

A Contraf-CUT divulga o comunicado interno do Santander sobre as atividades do caixa, que foi enviado para a Confederação após ter sido anunciado pelo banco na reunião do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) ocorrida no último dia 4 em resposta às cobranças das entidades sindicais. No texto, encaminhado aos gerentes gerais e de atendimento, a instituição destaca que "esses profissionais não podem estar sujeitos ao cumprimento de metas individuais de venda de produtos bancários. E a avaliação deve ser baseada pelo atendimento".

O documento aponta também que "as atividades do caixa devem ter como foco principal o atendimento eficiente ao cliente, sendo responsável pelas operações efetuadas nos terminas de caixa".

Clique aqui para ler o comunicado.

"O fim das metas individuais para os caixas é uma luta antiga dos bancários. Há muitos anos, combatemos essa prática descabida do Santander. O papel desses trabalhadores é tão somente atender os clientes e a população nos guichês", afirma o funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Eles não têm a função de vender produtos", salienta.

"Apesar da demora, mas diante de cobranças constantes da representação do funcionalismo, o banco divulgou documento referente a efetiva função dos caixas que é de atendimento aos clientes realizando as operações próprias da função, e por conta disto não podem ser submetidos à venda de produtos", analisa o diretor do Sindicato dos Bancários do Litoral Norte e representante gaúcho na COE Santander, Armindo Kohler, o Bino.

"Isso foi um avanço porque, embora o banco afirmasse não haver esse problema, ele nunca tinha se comprometido por escrito, o que aconteceu após muita cobrança do movimento sindical", afirma Maria Rosani, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

Ela orienta que os bancários devem procurar o sindicato caso os caixas continuem com metas individuais.

"Também precisamos acabar com as metas individuais para os demais funcionários da área operacional, pois eles trabalham na retaguarda e desempenham funções administrativas, não podendo ser cobrados pela venda de produtos", ressalta Ademir.

"Além disso, vamos continuar reivindicando o fim das metas abusivas, pois são fatores de assédio moral e violência organizacional e têm causado sobrecarga de trabalho, estresse e adoecimento de muitos trabalhadores", acrescenta o diretor da Contraf-CUT. "Queremos melhores condições de trabalho para todos os funcionários", conclui.

Fonte: Contraf-CUT com edição da Fetrafi-RS

 

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