O lucro dos bancos cresceu quase 23% no mundo e alcançou US$ 920 bilhões em 2013, superando pela primeira vez o ápice anterior à crise financeira, de US$ 786 bilhões no ranking de 2007, de acordo com pesquisa publicada pela revista The Banker.

Os bancos no Brasil figuram na sétima posição do ranking dos maiores lucros do setor, com US$ 26,10 bilhões. Já os chineses foram, pelo segundo ano consecutivo, os mais lucrativos do mundo, com resultado de US$ 292 bilhões em 2013, o que equivale a um terço do total do setor no mundo. Com isso, o país ultrapassou os Estados Unidos, onde as instituições financeiras responderam por 20% do lucro global, com US$ 183,24 bilhões.

Em seguida aparecem Japão (US$ 64,13 bilhões), Canadá (US$ 39,25 bilhões), França (US$ 38,63 bilhões) e Austrália (US$ 38,62 bilhões). Reino Unido, Rússia e Índia estão logo atrás do Brasil no levantamento dos mil maiores bancos do mundo.

A pesquisa também concluiu que as instituições estão "mais fortes do que nunca". O nível de capital em relação aos ativos fechou o ano passado em 5,86%. Considerando apenas os dez principais dos EUA, esse indicador atingiu 7,84%, mas na Europa as dez maiores instituições tinham essa relação em apenas 4,47%.

Responsáveis pela crise

A Comissão de Inquérito da Crise Financeira – montada pelo governo dos Estados Unidos para apurar as responsabilidades pela crise iniciada em 2007 naquele país, e que posteriormente contaminou o mundo -, concluiu que o processo era "evitável". No entanto, o governo, os reguladores e o setor financeiro de Wall Street não analisaram os riscos e, em muitos casos, não agiram como deveriam.

A comissão culpa as "falhas generalizadas na regulação financeira", à "falência dramática da gestão do risco" e ao "excessivo nível de empréstimos".

A política de desregulação financeira promovida pelo antigo presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Alan Greenspan, também foi responsabilizada.

A comissão de inquérito concluiu ainda que os grandes bancos – como Citigroup e o Lehman Brothers -, bem como grandes seguradoras como a AIG e a Fannie Mae "agiram sem prudência, assumindo demasiado risco, com muito pouco capital". A visão empresarial das instituições financeiras não levou em conta a gestão de risco, encorajando os funcionários a firmar acordos rentáveis no curto prazo, que lhes garantiriam bônus vultosos.

Fonte: Seeb São Paulo com Valor Econômico
 


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