Empregados da Caixa discutem importância da empresa pública e prioridades para a Campanha Salarial

O Encontro Estadual de Empregadas e Empregados da Caixa iniciou com o debate sobre a importância da manutenção da empresa 100% pública. A mesa de abertura da programação foi coordenada pela diretora da Fetrafi-RS, Maristela Rocha e do diretor da Contraf/CUT, Gilmar Aguirre. O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, também fez sua manifestação, seguido da palestra com o representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fernando Neiva.

O representante dos empregados no Conselho de Administração, Fernando Neiva, fez explanações sobre a abrangência de sua participação no órgão, além de detalhar a atual posição da Caixa no sistema financeiro nacional. A inserção de um represente dos trabalhadores nos CA das empresas públicas foi aprovada em 2010, ainda no Governo Lula. Desde então, esta conquista histórica tem sido muito importante para a democratização das gestões.

"Hoje a Caixa é o principal agente condutor das políticas públicas do País. Além disso, temos que considerar os números relacionados ao mercado, em comparação às demais instituições financeiras. A CEF é o banco com maior poupança em habitação, possui a segunda maior carteira de crédito, é o terceiro maior banco em ativos e a quinta marca mais valiosa do Brasil. O banco possui 101 mil empregados, quase 80 milhões de clientes e 67,7 mil pontos de atendimento. Em torno de 36% da poupança do mercado está com a Caixa”, destacou.

Para o ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, uma das principais conquistas da representação dos empregados no Conselho de Administração foi a não abertura de capital da Caixa, que havia sido anunciada pela presidente Dilma no final de 2014. "O cancelamento deste processo é uma vitória para os empregados e para todos os brasileiros. Nosso significado enquanto banco público não está somente no lucro, mas no retorno social que o banco representa para o País. O mais importante é a manutenção do crescimento da instituição. Mesmo viabilizando políticas sociais, a Caixa continua seguindo o mercado e atingindo lucratividade relevante”, analisou Fernando Neiva.

De acordo com o palestrante, os bancos públicos foram essenciais para enfrentar a crise econômica mundial. "Enquanto os bancos privados fugiram do risco, a Caixa e o Banco do Brasil continuaram a concessão de crédito, mantendo o equilíbrio da economia. Hoje nós vivemos uma crise que não está apenas ligada ao mercado, mas à política. A oposição não aceitou a vitória da presidente Dilma e tenta desmontar o Governo”.

Para o representante no CA da Caixa, a conjuntura atual exige um debate constante em defesa da democracia brasileira. "Não podemos aceitar a retirada de direitos históricos dos trabalhadores. O Congresso Nacional tem uma postura ultraconservadora e muda as regras sem discutir com a sociedade. As denúncias de corrupção devem ser apuradas, mas a democracia deve ser preservada”, finalizou Fernando Neiva.

Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS
 

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