Marcha das Margaridas defende mais políticas públicas para as mulheres

Margaridas por emprego, mais saúde, educação. Margaridas pelo empoderamento feminino e pelo fim da violência contra a mulher. Margaridas pela liberdade de expressar que um País ainda com pilares machistas e patriarcais não pode mais ser aceito em pleno século XXI. É falando do que precisa mudar, que a delegação de dirigentes da Contraf-CUT participou no começo da tarde do "Seminário Nacional: Conquistas e Desafios no Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres do Campo, da Floresta e das Águas".

Na mesa de debate, a Secretária de Enfrentamento à Violência Contras as Mulheres do governo federal, Aparecida Gonçalves, divulgou números mais do que alarmantes. A cada 15 segundos uma mulher sofre violência no Brasil. Em 70% dos casos os filhos são testemunhas e em 50% também são vítimas dos agressores.

A secretária destacou avanços no combate à violência, como as leis Maria da Penha e do Feminicídio, que transforma em crime hediondo o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica. Mas afirmou que muita coisa ainda precisa ser feita.

"Não dá pra colocar os assassinatos de mulheres numa vala comum. É preciso tolerância zero, não podemos admitir nenhum tipo de violência. A justiça também precisa rever seu papel nestes casos", disse a secretária.

A vice-presidenta da CUT, Carmem Foro, chamou a atenção para a necessidade de mais políticas públicas voltadas paras as mulheres. Afirmou, porém, que é preciso levar em conta as diferentes realidades das mulheres brasileiras.
Para a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis, a Marcha das Margaridas sempre teve a importante papel de dar voz a milhares mulheres que não conseguiriam compartilhar seus problemas e lutas diárias em outros espaços.

O primeiro dia da Marcha também contou com uma conferência sobre políticas públicas com a participação da deputada federal (PT/DF) e empregada da Caixa Econômica Federal, Erika Kokay. Outros seminários e debates discutiram sociobiodiversidade, cultura camponesa, autonomia econômica, soberania alimentar, entre outros temas.

Fonte: Fenae Net
 

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