Fenaban mantém o silêncio. Cresce a greve no Rio de Janeiro

Sem qualquer nova proposta da Fenaban, que mantém sua oferta de 5,5% de reajuste salarial, apresentado no dia 25 de setembro, os bancários do Rio de Janeiro cruzaram os braços em mais cinco agências nesta quinta-feira (15).

Agora, são 462 unidades paralisadas, com a manutenção dos sete prédios administrativas sem atividades – dois do Bando Brasil, dois do Santander, o Itaú Cancela, o Bradesco PIO X e a Caixa Econômica Federal, da Avenida Almirante Barroso.

O número de bancários em greve subiu para 12.330, contra os 12.255 de quarta-feira (14). O cálculo leva em conta que cada agência tem 15 funcionários e os sete prédios abrigam 5.400 trabalhadores.

Reivindicações

Os bancários insistem no reajuste salarial de 16% (reposição da inflação de 9,88%, mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$7.246,82 e piso de R$3.299,66. Vale-alimentação/refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$788,00 ao mês. Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral. Os bancários exigem ainda o fim da rotatividade de combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação da PLC 30/15 no Senado, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as demissões imotivadas. Os bancários reivindicam ainda a implantação de PCCS para todos os funcionários dos bancos, auxílio-educação para graduação e pós; prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e postos de atendimento, segundo a legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remotos das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCD).

Proposta rejeitada
A proposta dos bancos rejeitada pelos bancários oferece 5,5% (4% de kperda para a categoria, em relação à inflação de 9,88% do período de setembro de 2014 a agosto 2015); piso de escritório após 90 dias de R$1.895,25, PLR de 90% do salário mais R$1.939,08, limitado a R$10.402,22. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, vai para 2,2 salários, com teto de R$22.884,87, PLR adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$3.878,16. Auxílio-refeição de R$27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$454,87, auxílio-creche/babá filhos até 71 meses) de R$378,56, auxílio-creche/babá filhos até 83 meses) de R$323,84.

Fonte: Seeb Rio de Janeiro
 

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