Não vai ter golpe. Vai ter luta!

O refrão entoado durante a 20ª edição da Marcha dos Sem ecoou pelas ruas do Centro da capital gaúcha na tarde desta sexta-feira (11). A alta temperatura e o sol forte não afetaram o ânimo dos milhares de trabalhadores, vindos de todas as regiões do Estado, que mais uma vez evidenciaram a importância do atual momento político brasileiro. À frente da faixa de abertura da Marcha estavam lideranças políticas e sindicais, incluindo o ex-governador e ex-ministro, Olívio Dutra e o presidente da CUT Nacional e ex-presidente da Contraf/CUT, Vagner Freitas.

Um dos destaques da Marcha deste ano foi a grande participação de jovens, que cantaram, fizeram coreografias e reforçaram a ordem "Fora Cunha”. Mais do que uma manifestação de força e organização, a Marcha mostrou a indignação dos movimentos sociais e sindical, que tanto lutaram pela eleição do projeto democrático e popular, ameaçado pela tentativa de golpe contra o Governo Dilma.

Trabalhadores do campo e da cidade também denunciaram a política de estado mínimo praticada pelo Governador Sartori. Servidores de várias categorias se manifestaram em defesa do patrimônio público e contra o ajuste fiscal baseado no parcelamento de salários e cortes de verbas públicas em áreas essenciais.

"Encontramos grandes nomes da esquerda gaúcha nesta Marcha. São companheiras e companheiros lutadores, que vivenciaram outros momentos de ataques à democracia. Hoje foi possível ver a grande disposição para luta em todas as categorias. Compreendemos o que este processo de impeachment representa para os trabalhadores: um retrocesso. Precisamos ampliar nossa mobilização e a pressão sobre os parlamentares para garantir a permanência da presidente Dilma”, ressalta o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.

Já a diretora da Federação, Denise Corrêa, salienta a importância da Frente Brasil Popular em Defesa da Democracia. "O lançamento da Frente aqui no estado marca uma nova etapa nesta luta. Precisamos conscientizar a população sobre o quê está em jogo. Ao longo dos governos Lula e Dilma, conquistamos uma série de avanços sociais, que com certeza não agradam a minoria que concentra renda neste País. Não vamos aceitar a tentativa de golpe contra um governo legítimo, eleito por 54 milhões de brasileiros e brasileiras”, afirma a dirigente sindical.

Sobre a Marcha

A Marcha dos Sem é realizada anualmente desde 1996. O principal objetivo é mobilizar os trabalhadores e os movimentos sociais para enfrentar o modelo neoliberal, que tem trazido exclusões e aprofundado as desigualdades de acesso e oportunidades, aumentando a violência e a precarização do trabalho.

Fonte: Imprensa/Fetrafi-RS

Edição e Fotos: Marisane Pereira – Mtb/RS9519
 

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