Após proposta rebaixada, bancários poderão ir à greve no dia 06

Os bancários esperavam mais da proposta global apresentada pela Fenaban, nesta segunda-feira. A terceira rodada de negociação, ocorrida em São Paulo foi marcada pela frustração do Comando Nacional em relação à já conhecida má vontade dos banqueiros na mesa geral de negociação. Os bancos ofereceram reajuste salarial de 6,5% mais abono de R$ 3 mil. O reajuste proposto sequer está próximo da inflação acumulada no período, que foi de 9,55%. Além disso, as regras para a PLR continuariam as mesmas de 2015.

Assembleias deliberam sobre rumo da Campanha

A Fetrafi-RS publica edital único nesta terça-feira (30), convocando assembleias gerais da categoria no dia 1º de setembro, quinta-feira, às 19h. Os bancários irão deliberar sobre a proposta da Fenaban e a possibilidade de greve a partir do dia 06 de setembro, terça-feira. Uma nova assembleia para organização do movimento está prevista para o dia 5 de setembro.

"Os banqueiros estão se especializando em apresentar propostas abaixo das expectativas da categoria. Estamos reivindicando um reajuste que condiz com a lucratividade dos bancos, portanto não há justificativa para o rebaixamento apresentado pela Fenaban. Não aceitamos trocar inflação por abono, que não incide sobre das demais verbas de natureza salarial. A categoria vai definir os rumos da Campanha, com grande possibilidade de greve a partir do dia 06, caso a Fenaban não melhore a proposta apresentada hoje”, salienta o diretor da Fetrafi-RS e representante no Comando Nacional, Juberlei Baes Bacelo.

Lucro dos bancos x Reivindicações dos bancários

O lucro dos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) no primeiro semestre de 2016 chegou a R$ 29,7 bilhões. Os eixos centrais da Campanha Salarial dos Bancários são: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização. Além da defesa das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora, ameaçados pelo governo interino de Michel Temer.

Crédito: Comunicação/Fetrafi-RS
Foto: Divulgação
 

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