Polícia prende quadrilha especializada em roubos de bancos na Serra

Após a deflagração das operações Belo e Fora da Lei, que resultaram em seis prisões pela Polícia Civil na manhã de quarta-feira, as autoridades consideram superada a onda de roubos contra agências bancárias que atemorizou a Serra neste ano. No total, foram 26 ataques em 15 municípios diferentes. O medo em cidades pequenas, principais alvos da quadrilha devido ao reduzido número de policiais, era explícito durante o primeiro semestre, quando ocorreram 21 ataques.

"Pelo trabalho desenvolvido e as diversas prisões ocorridas, pela Civil e pela Brigada Militar, acredito que conseguiremos manter os níveis reduzidos. Não temos como dizer que não vão acontecer novos crimes, mas o nosso trabalho foi realizado e esperamos a diminuição destes crimes que assustam por sua violência exagerada", comenta o delegado Joel Wagner, do Departamento de Investigações Criminais (Deic).

Na última ação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra quatro homens e uma mulher. Outros cinco investigados já estavam recolhidos no sistema penitenciário. 

"A organização deles apresenta diversas ramificações. Os novos assaltantes aprendiam com os mais experientes e depois lideravam mais crimes com outros comparsas. Eles conhecem muito bem as estradas vicinais da região e as peculiaridades da cidade que querem atacar. Todos os veículos utilizados eram produtos de roubos ocorridos na Serra", explica o representante do Deic.

As 16 cidades atacadas no ano:
Esmeralda, Flores da Cunha, Nova Pádua, Monte Belo do Sul, São José dos Ausentes, Alto Feliz, Caxias do Sul, União da Serra, Santa Tereza, São Pedro da Serra, Carlos Barbosa, Muitos Capões, Nova Roma do Sul, Nova Araçá e São Valentim do Sul.

Brigada ampliou presença no interior

Enquanto a Polícia Civil avançava em suas investigações, a BM ampliou o cerco contra assaltantes de bancos. O resultado, destacado pelo delegado Wagner, foram prisões em flagrantes e armamento apreendido, o que incluiu os três líderes identificados pela investigação do Deic.

De acordo com o Setor de Inteligência do Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) da Serra, ao longo do ano, foram presos 15 assaltantes e outros quatro morreram em confronto com a BM. Esses resultados seriam o principal fator para estagnação dos ataques a bancos na região.

Além disso, houve uma mudança de estratégia que tornou mais constantes policiais percorrendo o interior, ocupando assim estradas que eram utilizadas como rotas de fuga. No segundo semestre, com o início da Operação Avante, já foram percorridos mais de 9 mil quilômetros no interior.

Fonte: Pioneiro.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

vinte − dezenove =