Mobilização urgente para não perder direitos

A mobilização dos trabalhadores contra a retirada de direitos via reforma trabalhista está valendo. Um acordo adiou a votação do PLC 38/2017 na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A leitura do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), favorável ao projeto do governo Temer, ficou para o dia 6.

“Os trabalhadores devem fazer toda pressão sobre esses senadores. Envie mensagens (veja abaixo) cobrando que eles não votem contra os direitos da classe trabalhadora, ou nunca mais vote neles”, convoca a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) fez as contas e crê que com a mudança de três votos, os trabalhadores conseguirão enterrar o desmonte de Temer. Outro termômetro que demonstra a tendência de alteração do projeto é o número de emendas: atualmente 242.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, afirmou que a Central já orientou suas bases para que pressionem ainda mais os parlamentares nos estados, nos aeroportos e em todos os espaços por onde circulam, cobrando que votem a favor da maioria do povo brasileiro, os trabalhadores.

Diretas Já – A mobilização social pela saída de Temer e o fim das reformas – que na verdade são desmontes que retiram direitos trabalhistas e da aposentadoria – avançou mais um passo esta semana. A PEC das eleições diretas (PEC 67/2016) foi aprovada, por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto agora segue para a apreciação no plenário. Se passar, será remetido à Câmara dos Deputados.

“A agenda das reformas não é de governo, é de mercado, e qualquer governo indireto vai prosseguir com ela. Por isso, além de Fora Temer e suas reformas, reforçamos a luta pelas Diretas Já”, explica o presidente da CUT.

Show – No domingo tem mais! Após lotar Copacabana, os trabalhadores vão tomar o Largo da Batata (estação Faria Lima do metrô) em ato show a partir das 11h, com Mano Brown, Criolo, Péricles, Emicida, Tulipa Ruiz, Simoninha, Otto, Maria Gadú, dentre outros, e a participação de cerca de 30 blocos do carnaval de rua de São Paulo.

Desmonte trabalhista proposto por Temer tem apoio dos bancos, confederação e federação das indústrias, entre outros setores mais ricos do Brasil. Saiba por quê!

Trabalho temporário ou intermitente: você fica à disposição do empregador e ele só paga quando você efetivamente trabalhar. É o famoso “bico” para todos.

Liberação do teletrabalho: acabou o sossego! Você será acionado para trabalhar sem jornada e ainda vai arcar com os custos da infraestrutura necessária. Acidentes ou doenças do trabalho também ficam por sua conta.

Adeus Justiça: a “reforma” limita os casos de concessão de justiça gratuita; obriga o trabalhador a, mesmo ganhando parte do processo, pagar honorários ao advogado da empresa, assim como pagar honorários de perito, mesmo quando não tiver condição financeira; risco de ser condenado por litigância de má-fé.

Férias, jornada, intervalos: você e o patrão “decidem”. Já imaginou os bancos definindo quando você poderá parar para almoço ou como serão suas férias?

 

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