Bancários(as) cobram do Santander negociação sobre saúde e condições de trabalho

A Comissão de Organização dos Empregados (COE Santander) – que representa os trabalhadores nas negociações frente ao banco – encaminhou na sexta-feira, 23 de junho, documento contendo uma pauta de reivindicações sobre temas que envolvem saúde, condições de trabalho e contratações.

Os integrantes do COE Santander aguardam a confirmação do banco de data de nova reunião.

Veja abaixo os temas que a COE quer debater com o Santander:

  • Mensalidade de Assistência Médica para Trabalhadores afastados sem Complementação Salarial
  • Quando o bancário se encontra afastado por problema de saúde, mas foi considerado apto pelo INSS e pelo médico do trabalho, mas não retornou ao trabalho, respaldado por atestado médico vigente emitido pelo seu médico particular, o banco justifica o ponto do trabalhador e o coloca em licença sem remuneração.
  • O Sindicato reivindica que o débito permaneça ocorrendo na folha de pagamento. Se o saldo for superior a 30% do salário, o sindicato reivindica que o banco efetue o parcelamento do desconto.

Os Gerentes do Santander são orientados a baixar o WhatsApp Business no celular particular e configurar o aplicativo para atender os clientes com o número comercial do banco. O problema é que esse telefone continua funcionando, mesmo depois do expediente e nos finais de semana.

O Sindicato reivindica que o banco forneça um aparelho celular, assim como já é fornecido para os gerentes business II, e determine que o aparelho seja desligado fora do horário de expediente.

Contratações

Mesmo diante do aumento do número de contas correntes, o Santander promove um processo de redução do seu quadro de funcionários – somente durante o período que compreende a pandemia de coronavírus, mais de 3 mil postos de trabalho foram eliminados, o que reduziu o contingente do banco para menos de 45 mil trabalhadores pela primeira vez desde 2012.

Esse cenário tem aumentado a sobrecarga para os remanescentes, bem como os adoecimentos pelo excesso de trabalho e de cobrança por metas abusivas.

O Sindicato reivindica que o banco efetue contratações a fim de diminuir a sobrecarga e os adoecimentos causados, bem como para ajudar a diminuir o desemprego que afeta mais de 14 milhões de brasileiros.

“Estamos aguardando que a direção do Santander nos indique uma data para negociação. A pauta é muito importante, principalmente neste momento de pandemia, quando as condições de trabalho têm piorado muito no Santander. Os empregados têm ficado cada vez mais sobrecarregados e adoecidos e têm pressa para que o banco resolva esses pontos”, ressalta o funcionário do Santander, representante dos gaúchos na COE Santander, Luiz Cassemiro.

Fonte: Imprensa SindBancários

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