Associados da Cassi devem ficar alerta ao “plano de reestruturação” proposto pela atual gestão da entidade

Em pleno processo eleitoral atual diretoria esconde planos de terceirização de clinicas, inclusive em Caxias do Sul

 

Trabalhadores do Banco do Brasil estão sendo surpreendidos com a notícia de terceirização de CliniCassi por todo o país. A medida adotada pela direção atual da Cassi foi idealizada em dezembro 2021, mas não foi divulgada de forma transparente.

Na quinta-feira, 17, a dirigente da Fetrafi-RS, Cristiana Garbinatto, que está participando do pleito pela  chapa Unidos Unidos pela Cassi  (número 6 e 77) explicou aos colegas do BB que foi somente no dia 14 deste mês, através de denúncia do bancário do BB do Rio de Janeiro, Adherbal D´Ávila,  que as ações da atual diretoria foram conhecidas. Sob a bandeira de “reestruturação” está sendo implementada a terceirização de clinicas e o fechamento de outras, que irão impactar negativamente na vida dos associados da Cassi, da ativa e também dos aposentados.

“O que mais nos preocupa nas denúncias são as terceirizações de várias CliniCassi, incluindo a de Caxias do Sul (quadro em anexo) que é muito necessária e querida por todos os colegas da região”, disse a bancária. “Achamos que é um erro reduzir custo no Interior dos Estados para ampliar o custo da Sede da Cassi”, considera Cris. Ela destaca que a lista de terceirização inclui Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo, locais onde os serviços, atualmente, estão sendo classificados de forma positiva pelos usuários.

Cristiana Garbinatto lembra, no entanto, que há atualmente, dois representantes eleitos pelos  funcionários na diretoria da Cassi, que é formado por mais dois representantes indicados pelo banco, totalizando quatro pessoas. “É um absurdo termos metade da gestão, com diretores eleitos por nós, e descobrirmos coisas tão importantes através de vazamento de informações”, acredita Cris.

Ela pondera que não há um entendimento ainda da extensão desta reestruturação, mas alerta que, caso o projeto seja bom, ele deva começar a ser implantado em localidades onde não temos CliniCassi e a assistência é deficitária. “Temos milhares de regiões desassistidas pelo país. Não precisamos destruir o que está funcionando para testar modelo”, destaca.

Com relação à terceirização, Cristiana lembra que o mercado de saúde segue em direção oposta às decisões tomadas pela Cassi. “Planos de Saúde pelo país estão investindo em ambulatórios próprios e fugindo das terceirizações. A Cassi precisa explicar quais os estudos que foram feitos para que investíssemos na contramão”, diz.

 

Texto e foto: Marlei Ferreira (Mtb 8542)/Bancax

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