No Brasil de Bolsonaro, empregos sem direitos já ultrapassam os com carteira assinada

O Dia Internacional dos Trabalhadores, no próximo domingo, 1º de maio, será de manifestações em todo o país, por um Brasil que retome o caminho do desenvolvimento, da soberania, da dignidade de seu povo; e isso só pode se dar com “Emprego, Direitos, Democracia e Vida”, tema dos atos deste ano.

Em uma série de reportagens, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região abordará cada uma das bandeiras de luta definidas pelas centrais sindicais para os atos deste ano, que serão presencias pela primeira vez desde o início da pandemia. A primeira das reportagens aborda o tema emprego.

Empregos precários superam os com direitos

No Brasil governado por Jair Bolsonaro, os empregos precários, sem carteira de trabalho e sem direitos como férias, licença saúde ou aposentadoria, já superam os empregos com carteira assinada. Durante o governo Bolsonaro, enquanto o emprego protegido (com carteira ou estatutário) cresceu 0,3%, o emprego desprotegido (sem carteira e conta própria) cresceu 7%.

Segundo a PNAD Contínua, do primeiro trimestre de 2019 (início do governo) até o trimestre encerrado em fevereiro de 2022, o contingente de trabalhadores desprotegidos superou o número de trabalhadores protegidos. Atualmente, são cerca de 44,9 milhões de empregos com carteira assinada ou estatutários e 46,2 milhões de pessoas em empregos sem carteira ou conta própria.

Desemprego nas alturas

Apesar da recente queda nos indicadores, a taxa de desocupação continua nas alturas. No trimestre encerrado em fevereiro deste ano – dados mais recentes da PNAD Contínua – IBGE –, a taxa de desocupação no Brasil foi de 11,2% o que representa um volume de 12 milhões de desempregados. Entre o trimestre encerrado em dezembro de 2021 a fevereiro de 2022, havia cerca de 27,3 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil; e o número de pessoas desalentadas – aquelas que mesmo querendo trabalhar desistiram por entenderem que não conseguiriam – foi estimado em 4,7 milhões.

Renda dos trabalhadores diminuiu

Outro dado do Brasil de Bolsonaro é a queda no rendimento dos trabalhadores: o valor do rendimento médio real por pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2.511. É o menor valor registrado em um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Na comparação com o mesmo período do ano anterior (fevereiro/2021), o valor do rendimento é 9,1% ou R$ 242 menor.

Emprego bancário

O setor bancário não fica atrás. Desde o início da pandemia, em março de 2020, foram fechados mais de 4 mil postos de trabalho nos bancos.

Na luta pela retomada dos rumos do país

Para a presidenta do Sindicato, Ivone Silva, estes dados mostram a urgência de grandes mobilizações nacionais, e o 1º de Maio, data histórica de luta, é uma delas. “Depois de dois anos de pandemia, estaremos nas ruas neste domingo, dialogando com a população sobre emprego e renda; sobre a importância de, nas eleições de outubro deste ano, darmos um basta neste governo que aniquila com nossos direitos, que promove o empobrecimento da população e a fome. Com nossos votos, temos o poder de escolher o caminho da justiça social e da retomada da nossa economia.”

“Os trabalhadores sabem o que sofreram nos últimos anos, e o 1º de Maio é um momento importante para refletir sobre os retrocessos, apontar as dificuldades e saber o Brasil que queremos daqui para a frente. Não adianta somente a luta por categoria, precisamos de um governo que apoie a manutenção dos direitos conquistados pela classe trabalhadora, que promova políticas sociais para acabar com a miséria e a fome, que retome os rumos da nossa democracia”, acrescenta a dirigente.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários SP

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