Conferência Nacional define pauta dos bancários; próxima terça (14/06) tem assembleia

A Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2022 chega neste final de semana a uma das suas etapas mais importantes, a 24ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorre, de forma híbrida, entre os dias 10 e 12 de junho, em São Paulo.

Com o tema “Um país + justo pra gente, este é o Brasil que a gente quer”, bancários de todo o país participarão de mesas de debates e definirão – a partir das propostas apresentadas por sindicatos de todo o país, consolidadas nos congressos estaduais, e das prioridades apontadas por mais de 35 mil bancários na Consulta Nacional – a pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários e o plano de lutas da categoria até 2023.

O coordenador da Secretaria de Organização e Política Sindical do Sindicato dos Bancários de caxias do Sul, Nelso Bebber, está em São Paulo participando da Conferência e ressalta a importância da participação de todas as bancárias e bancários em toda s as etapas desta, que será uma das mais difíceis negociações dos últimos anos para a categoria. “Desde 2017, quando foi aprovada a reforma trabalhista do governo Michel Temer, os bancários têm conseguido manter direitos importantes conquistados ao longo de várias décadas de lutas. Este ano teremos que novamente nos mobilizar para mantermos todos estes direitos no Acordo Coletivo de Trabalho”, lembra o sindicalista.

Assembleia

Neste final de semana serão definidas as pautas de reivindicações dos bancários e bancárias de todo o país. Esta pauta deverá ser ratificada pela categoria em assembleias a serem realizadas no dia 14 de junho, terça-feira próxima. O edital da Assembleia foi publicado pela Fetrafi-RS. Os bancários e bancárias da base do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região participam de forma remota/virtual – através do Sistema VOTABEM, das 08h até as 20h do dia 14 de junho de 2022, para a deliberação acerca da seguinte ordem do dia:
1. Autorização à diretoria do Sindicato e da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul para negociar e firmar Normas Coletivas de Trabalho (Convenções Coletivas de Trabalho, inclusive sobre Participação dos Empregados nos Lucros e/ou Resultados, Convenção Coletiva de Trabalho sobre Relações Sindicais e Acordos Coletivos de Trabalho em relação a todas as instituições financeiras), frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto.
2. Aprovação da minuta de pré-acordo de negociação e minuta da Pauta de Reivindicações da categoria, datas-base 1º de agosto e 1º de setembro, inclusive as definidas na 24ª Conferência Nacional dos Bancários que inclui desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada (contribuição negocial).

Desafio

“Temos um desafio este ano. Fazer nossa Campanha Nacional Unificada durante uma pandemia, com sucessivos ataques aos direitos trabalhistas, em uma crise política, social e econômica, com alta do desemprego, aumento da inflação e alto endividamento das famílias. Em contrapartida,  mesmo com o país em crise, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e BB) lucraram R$ 27,6 bilhões, no terceiro trimestre de 2022, aumento médio de 15,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. E, mesmo assim, durante a pandemia, fecharam cerca de 6 mil postos de trabalho e reduziram em 3.648 o número de agências no Brasil. O endividamento das famílias chegou a 77,7% no mês de abril, o maior índice dos últimos tempos. A alta taxa de juros sufoca as famílias e num ciclo vicioso, o endividamento gera renegociação e um novo endividamento ainda maior. A taxa de juros no cartão de crédito rotativo está em média 355% a.a., uma das maiores do mundo. Os bancos lucram na crise com a miséria da população”

Fim da ultratividade 

Em 2017, com a aprovação da reforma trabalhista, foi extinto o princípio da ultratividade, que garantia que após um acordo coletivo de trabalho vencer, os direitos contidos nele estariam válidos até a assinatura de um novo. Com isso, a partir da data base da categoria bancária, 1º de setembro, caso a Convenção Coletiva de Trabalho e os Acordos Coletivos de Trabalho dos bancos públicos não sejam renovados até 31 de agosto, nenhum direito estará garantido.

Portanto, o objetivo da categoria bancária é ter os acordos negociados e aprovados antes de perderam a vigência.

 

24ª Conferência Nacional dos Bancários – Programação

Local: Holiday Inn, Parque Anhembi

Dia 10 de junho – sexta-feira

9h às 19h – Credenciamento presencial e eletrônico de delegados e delegadas inscritos

17h – Abertura solene da 24ª Conferência Nacional dos Bancários

Dia 11 de junho – sábado

8h às 11h – Credenciamento presencial e eletrônico de delegados e delegadas inscritos

9h – Mesa 1 – Votação do Regimento Interno

9h30 às 12h – Mesa 2 – Reconstruir o Brasil que a gente quer

Convidado: Aloízio Mercadante (professor acadêmico, economista e político, fundador do Partido dos Trabalhadores (PT); foi ministro da Educação, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Casa Civil no governo Dilma Rousseff; foi também senador e deputado federal por São Paulo; atualmente, é presidente da Fundação Perseu Abramo)

12h às 13h30 – Almoço

12h às 14h – Prazo para substituição de delegados ou delegadas por suplente

13h30 às 15h30 – Mesa 3 – Apresentação de dados do setor bancário

15h30 às 17h30 – Mesa 4 – Apresentação do resultado da Consulta dos Bancários 2022; Organização e mobilização para reconstruir o Brasil que a gente quer; Acordo Nacional

19h – Jantar

Dia 12 de junho – domingo

9h às 9h40 – Apresentação e aprovação da arte da Campanha Nacional dos Bancários 2022

9h40 às 12h – Apresentação e aprovação das propostas recebidas das Conferências Estaduais e Regionais; aprovação das resoluções e moções; aprovação do Comando

12h – Almoço

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo com edição Comunicação Bancários Caxias do Sul

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

cinco × 5 =