Caixa tem nova presidenta

Posse de Rita Serrano ocorreu na data em que o banco completa 162 anos; representantes dos trabalhadores destacam expectativa com o cumprimento do papel social, mas também os desafios que serão enfrentados

 

A nova presidenta da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, assumiu o cargo nesta quinta-feira (12), mesmo dia em que o banco completa 162 anos de existência. O anúncio de que Rita seria a nova presidenta da Caixa ocorreu no dia 30 de dezembro, mas a nomeação só foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (9). A cerimônia de posse, que foi realizada no final da tarde desta quarta-feira, no Teatro da Caixa Cultural, em Brasília,  e contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Rita, que era a representante eleita pelos empregados para o Conselho de Administração da Caixa, assume a presidência com o compromisso de manter uma relação de respeito com as entidades representativas dos trabalhadores. “A Caixa é um banco que tem que ter como foco a sua sustentabilidade e a sua integridade e isso, às vezes, limita as ações que a gente tenha com relação à pauta dos empregados. Mas, é fundamental ter transparência e manter o diálogo no processo de negociação e de discussão da pauta dos trabalhadores”, disse Rita Serrano em entrevista à Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). “Infelizmente não conseguimos fazer tudo o que desejamos”, completou.

Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, a nomeação de Rita Serrano como presidenta da Caixa representa uma conquista para a classe trabalhadora. “A Caixa é a principal responsável pela viabilização de diversas políticas públicas do governo federal. Ter uma representante dos trabalhadores em seu comando nos traz a expectativa de que tanto as demandas das empregadas e empregados, quanto as da população que mais necessita dos recursos do banco para tocar sua vida, serão analisadas por uma ótica de quem já viveu e sabe o que eles precisam”, disse Juvandia ao lembrar que Rita tem uma longa trajetória de atuação junto ao movimento sindical e social da Caixa. “Desejamos muita sorte à Rita, para que ela consiga fazer o que for melhor para o banco, para os empregados, à população de uma forma geral e para o país”, completou.

Juvandia, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, também acredita que a nomeação de Rita possa contribuir para o fortalecimento da mesa única de negociações com a categoria. “Assim que possível, vamos apresentar a ela as demandas dos trabalhadores para negociação específica com a Caixa e também as que são negociadas em conjunto com os demais bancos”, disse.

Expectativa e preocupação

A Coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, também comentou sobre as expectativas criadas pela nomeação de Rita Serrano para a presidência da Caixa. “O banco público, nas mãos certas, pode ser um importante instrumento para a execução de políticas públicas, contribuindo para a redução da desigualdade e para o desenvolvimento econômico e social país”, pontuou.

O funcionário da Caixa e diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro, disse que a nomeação de Rita Serrano para a presidência da Caixa é bem vista pelas empregadas e empregados. “Temos visto diversas manifestações neste sentido, tanto nas redes sociais quanto nas unidades”, destacou. Ao mesmo tempo, Rafael ressaltou que existem enormes desafios a serem enfrentados pela nova gestão no banco. “Há um rastro de destruição deixado pelas antigas administrações, seja na parte estrutural, seja na parte logística, e especialmente na parte de valores. A gente sabe que não haverá mudanças de uma hora para outra”, observou. “Como brasileiro, torcemos para que o banco consiga reverter o quadro atual para contribuir com o desenvolvimento econômico e social do país e, como representante dos trabalhadores, vamos lutar pela reconquista do orgulho de trabalharmos na Caixa e para que possamos colocar em prática nossa missão de atender bem a população e fazer o banco sempre crescer e valorizar a carreira profissional de seus empregados”, completou.

 

Fonte: Contraf-CUT

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