Em reunião histórica com a presidenta e dois diretores da Caixa Beneficente dos Funcionários do Banespa (Cabesp), realizada na tarde de terça-feira (25), mais de 50 associados no Rio Grande do Sul cobraram melhor atendimento de saúde. O encontro foi organizado pela Associação Gaúcha dos Funcionários Aposentados do Banespa (Agabesp), por solicitação da Cabesp, e ocorreu no auditório do SindBancários Porto Alegre e Região.

O presidente da Agabesp, Henrique Kornowski, agradeceu a vinda dos diretores da Cabesp para falar sobre a situação da entidade e ouvir os problemas de atendimento dos banespianos e das banespianas no RS.

Impacto do convênio com a CNU

Kornowski recordou que os colegas e seus dependentes eram atendidos, desde a década de 1990, pela rede da Cabergs, através de um convênio de reciprocidade. Em setembro de 2021, sem qualquer diálogo, a Cabesp firmou um convênio de assistência médica com a Central Nacional Unimed (CNU). Houve inclusive o corte do atendimento de emergência nos hospitais Mãe de Deus e Moinhos de Vento, em Porto Alegre, o que gerou muitos protestos. Após intensa mobilização dos associados e das entidades sindicais e associações, o serviço foi restabelecido em março de 2022.

O presidente da Agabesp destacou o esforço da entidade em auxiliar os associados e seus dependentes a resolver os diversos problemas decorrentes dessa mudança inesperada. “Já fizemos contatos com a CNU e a Cabesp, sempre em busca de agilidade e melhorias no atendimento”, disse.

Qualidade de atendimento para todos

Vários banespianos e banespianas cobraram a melhoria do atendimento e relataram algumas das situações enfrentadas, como a demora para obter autorizações da Cabesp, a falta de atendimento pré-hospitalar de emergência e urgência médica (que já existe em São Paulo) e o rompimento com a única central de radiologia odontológica conveniada em Porto Alegre.

O presidente da Agabesp aproveitou a o encontro para informar que o convênio com a CNU trouxe qualidade no atendimento dos colegas de Caxias do Sul e Novo Hamburgo, que antes se viam obrigados a fazer tratamentos de saúde na Capital.

A presidenta da Cabesp, Maria Lúcia Ettore do Valle, e a diretora de Operações, Eliane Cristina Pereira do Carmo Celestino, anotaram os problemas apontados e prometeram dar retorno aos associados e melhorar o atendimento. “Não tem plano de saúde perfeito”, disse Maria Lúcia.

Elas não fizeram apresentações sobre a situação da Cabesp, alegando que os números serão divulgados na assembleia geral ordinária remarcada para o dia 10 de maio, de forma virtual. A assembleia presencial, convocada para o dia 28 de março, foi cancelada na véspera por uma liminar obtida por uma nova associação, sob protestos de centenas de associados que já tinham viajado para São Paulo.

Reforma estatutária de 2018 ajudou na perenidade da Cabesp

O diretor administrativo eleito da Cabesp, Wagner Cabanal, disse que permanece à disposição dos colegas. “Somos a voz e os olhos de vocês”, ressaltou. Cabanal defendeu a reforma estatutária negociada em 2018, que aumentou gradativamente as contribuições dos associados e do Santander, passando de 2,5% para 6% do salário, “o que onerou todo mundo, mas melhorou a situação financeira, fortalecendo a perenidade da Cabesp”. Além disso, “o aumento das contribuições era para manter a qualidade do nosso atendimento também”.

Segundo o último estudo atuarial, as contribuições dos associados e do banco espanhol representam hoje cerca de 49% do total das despesas, reduzindo o uso de recursos do patrimônio, o que deve garantir a assistência de saúde até 2050. Os diretores da Cabesp alertaram os associados para que não acreditem em fake news sobre números do balanço que circulam nas redes sociais, pois trazem desinformação e não expressam a verdade dos fatos.

Novas reuniões para dialogar e esclarecer dúvidas

O conselheiro emérito da Afubesp e secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, ressaltou a importância de reuniões de trabalho da Cabesp junto aos associados para dialogar e esclarecer dúvidas. Ele resgatou a boa experiência dos representantes da Cabesp nas agências do Banespa, que facilitavam a assistência à saúde. Ademir observou que o atendimento pelo 0800 é insuficiente e destacou a atuação da Agabesp, que tem buscado ajudar os associados nas questões envolvendo a Cabesp e o Banesprev.

A presidenta da Cabesp se comprometeu a agendar novas reuniões com os associados e propôs que a entidade indique alguém para ser representante da Cabesp, a exemplo do que já vem sendo feito por algumas associações. Ao final, Maria Lúcia falou também dos regulamentos da Cabesp, que foram retirados da pauta da próxima assembleia, mas serão apreciados em outra oportunidade.

A reunião contou com a participação do presidente do SindBancários, Luciano Fetzer, do secretário executivo do Sindicato e representante do RS na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Luiz Cassemiro, e do diretor da Fetrafi-RS, Paulo Stekel.

Fonte: Bancários RS

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